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LUCIANO ELOGIA ATITUDE DO COPOM EM BAIXAR JUROS

Postado em 09-02-18 às 10h15

O presidente em exercício do Sistema FIEMG, Luciano José de Araújo, elogiou a decisão do Copom de reduzir em 0,25 pp a taxa SELIC, o que favorece o ambiente de negócios no país. Mas alertou para a necessidade da reforma da Previdência para ajustar as contas da União e dos estados para não prejudicar a retomada econômica e dos empregos. Leia abaixo a íntegra da nota.

 

Nota da FIEMG

"Vemos mais uma vez como positiva a redução de 0,25 pp na taxa SELIC. Esse movimento é realmente notável, principalmente quando lembramos que, em outubro de 2016, a SELIC atingiu 14,25% ao ano. Juros menores favorecem o ambiente de negócios no Brasil, que ainda tem uma longa agenda para alcançar os padrões internacionais.

 

Eu gostaria novamente de alertar a sociedade sobre os riscos que corremos ao longo de 2018 caso a pauta de reformas fiscais seja paralisada em virtude das eleições. Hoje, a receita governamental está fortemente comprometida com gastos obrigatórios, deixando pouco espaço para investimentos públicos. Quando olhamos de forma prospectiva, a situação é ainda pior. Sem a reforma da previdência, em alguns anos as contas dos estados e da União entrarão em colapso e as taxas de juros voltarão a crescer, mais uma vez, prejudicando a retomada da atividade econômica e dos empregos. É de extrema gravidade não votar a reforma da previdência agora.

 

Os EUA aprovaram recentemente um agudo corte de impostos para os setores produtivos, o que nos afeta diretamente. A concorrência internacional por atração de investimentos é cada vez mais acirrada, e vamos perdendo essa batalha com um sistema tributário complexo e oneroso como o nosso.

 

Ao mesmo tempo em que observamos a atividade econômica melhorar, ainda que de forma tímida, depois de dois anos de forte recessão, a incerteza tem crescido. Se não agirmos de forma contundente em prol da nossa capacidade de competição com nossos concorrentes internacionais, seguiremos comprometendo o futuro do país. Mais um corte da taxa Selic é louvável. O Banco Central deu mais um passo positivo para a atividade industrial e para os demais setores nacionais".