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Pesquisa revela que “limpar o nome” é o que motiva o brasileiro a quitar dívidas

Postado em 21-02-18 às 8h57

 

- Apuração realizada pelo Instituto GEOC, define quais são as prioridades do brasileiro em relação às contas -

A pesquisa “Devedores do Brasil 2017” ouviu 600 entrevistados no âmbito nacional e constatou que apenas 4% destes liquidam a dívida com o banco em primeiro lugar. Esse estudo é realizado anualmente pelo instituto GEOC em parceria com a Cantarino Brasileiro e aconteceu no final de 2017.

Na verdade, as contas que são priorizadas são as de consumo – como água, luz, telefone – (41%), seguidas por aluguel ou prestação da casa própria (21%) e por último cartão de crédito (20%).

Apesar de ser recordista de juros no país, com 332,4% ao ano no rotativo, o cartão de crédito continua sendo a principal dívida dos inadimplentes e mais da metade dos devedores (53%) possuem essa dívida.

Quando o assunto é empréstimo pessoal, houve uma queda considerável, por exemplo, crédito consignado, caiu de 25,5% para 11% neste ano, já o crédito pessoal, passou de 48,7% para 26%.

Mesmo com a liberação do FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – dados da Serasa Experian mostram que o Natal deste ano, deverá ter número recordes de brasileiro com contas em atraso. E o desemprego é apontado como a maior variável para que as pessoas atrasem contas ou permaneçam com os “nomes sujos”.

Simone Silva, gerente de marketing da KSL Associados – empresa especializada em cobrança - afirma que a inadimplência em sua maioria se manteve estável, porém, houve um aumento em algumas carteiras específicas, o que gerou uma procura maior pelos serviços oferecidos pela empresa.

Para garantir que os acordos firmados sejam cumpridos, a KSL analisa individualmente todas as carteiras, para que assim possam traçar estratégias de acordo como perfil do inadimplente. “Na negociação buscamos treinar e preparar os operadores para ouvir e atentar-se às necessidades do inadimplente, ofertando possibilidades que realmente se adequam a ele. Após a negociação efetivada podem ser adotadas ações preventivas e de acompanhamento até o efetivo pagamento”, afirma Simone.

Segundo o levantamento do IGEOC, 66% dos entrevistados se sentem motivados a liquidarem suas dívidas para limpar o nome. Para a gerente de marketing, “é importante reforçar a importância de se honrar um acordo, evitando o acúmulo de encargos e principalmente os benefícios de estar com o seu nome limpo”, finaliza.

Sobre a KSL

Com mais de 20 anos no mercado, a KSL Associados atua no segmento de crédito e cobrança, contribuindo para o desenvolvimento de um do setores que mais cresceu nos últimos anos. Inicialmente atuando exclusivamente na área de cobrança, especialmente amigável, a empresa cresceu e se desenvolveu atuando assim, em todos os pontos de contato com o cliente.

Você tem um projeto inovador? Fundo de Empreendedores da Fundação Repsol pode ajudar a torná-lo realidade

Postado em 21-02-18 às 8h48

A Fundação Repsol, na Espanha, abriu incrições, até 12 de março, para a sétima edição do Fundo de Empreendedores, aceleradora de empresas que apoia startups com soluções inovadoras nos setores de energia, mobilidade avançada, economia circular e novos materiais para a indústria energética e química. Os interessados podem apresentar as propostas no site da Fundação Repsol.
Os projetos selecionados receberão até 144.000 euros ao longo de um ano, além de apoio para formação, aconselhamento por uma equipe de mentores e acesso a possíveis investidores. Os selecionados serão divulgados no terceiro trimestre de 2018.
Para explicar os detalhes do edital aos interessados, será realizado um webinar (em espanhol) nesta quarta-feira (21/2), às 6 horas da manhã (horário de Brasília). As perguntas serão respondidas ao vivo. Os interessados em participar devem se inscrever no site: http://fundacionrepsol.stream-es.org
COMO SE INSCREVER:
Os interessados podem apresentar as propostas no site da Fundação Repsol. O Fundo de Empreendedores apoia startups em dois níveis de desenvolvimento:
Projeto: startups desenvolvidas, mas que ainda não chegaram à fase do planejamento comercial.
Ideia: startups que estão em fase de validação da tecnologia ou do modelo de negócio.
As propostas selecionadas receberão apoio financeiro, formação especializada, aconselhamento por uma equipe de mentores e acesso a potenciais investidores. O apoio não implica nenhum tipo de participação no capital da empresa nem a cessão de direitos de propriedade intelectual por parte da Fundação Repsol.
O processo de aceleração tem a duração de um ano, mas pode ser prorrogado por mais um ano no caso dos projetos.
Para o desenvolvimento da empresa, o Fundo de Empreendedores oferece até 144.000 euros durante um ano aos projetos e apoio de 2.000 euros por mês durante 12 meses à categoria de ideia.
Quem pode participar?
Pequenas e médias empresas, bem como pessoas físicas que ainda não tenham constituído a sua empresa. Trata-se de uma iniciativa global na qual podem participar empreendedores de qualquer parte do mundo.
A aceleradora da Fundación Repsol apoia startups que trabalham em soluções inovadoras em três âmbitos:
  • Digitalização e mobilidade, propostas inovadoras que acrescentem valor à sociedade.
  • Novos materiais para a indústria química e energética, construção ou transporte.
  • Economia circular.
  • Melhoria da eficiência energética e/ou processos nas operações na indústria energética e química e em exploração e produção.
O Fundo de Empreendedores em números
A Fundación Repsol, por meio do seu Fundo de Empreendedores, procura apoiar de forma eficaz os empreendedores que, com as suas inovações, contribuem para a construção de um modelo energético mais sustentável.
Após seis edições, já foram aceleradas 43 startups que conseguiram mais de 16 milhões de euros em investimento e financiamento e que registaram mais de 30 patentes.
Nas seis edições realizadas desde o lançamento do Fundo, em 2011, foram recebidas mais de 2.400 inscrições.
Mais informação e inscrições em FundaciónRepsol.

Usiminas reduz prejuízo em 77% no 4º trimestre, para R$ 45 mi

Postado em 12-02-18 às 11h44

- Prejuízo atribuído aos acionistas da companhia, que é aquele que é utilizado para o cálculo para a distribuição de dividendos, foi de R$ 49,9 milhões -

A Usiminas reportou no quarto trimestre do ano passado um prejuízo líquido de R$ 45 milhões, 76% menor do que no mesmo período de 2016.

No entanto, se comparado ao terceiro trimestre, a Usiminas saiu de lucro de R$ 76 milhões e voltou para o vermelho.

No ano, a siderúrgica mineira reverteu prejuízo de R$ 577 milhões em 2016 para um lucro líquido de R$ 315 milhões em 2017.

Com o prejuízo líquido de R$ 45 milhões, a Usiminas apresentou um resultado pior do que o esperado pelo mercado. A média das projeções de seis instituições financeiras coletadas pela Prévias Broadcast (BTG Pactual, Itaú BBA, JPMorgan, Morgan Stanley, Safra e Santander) apontava para um lucro de R$ 61 milhões nos últimos três meses do ano passado.

O Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, considera que o resultado está em linha com as projeções quando a variação para cima ou para baixo é de até 5%.

O prejuízo atribuído aos acionistas da companhia, que é aquele que é utilizado para o cálculo para a distribuição de dividendos, foi de R$ 49,9 milhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado chegou a R$ 450 milhões entre os meses de outubro a dezembro do ano passado, aumento de 93% em relação ao observado no mesmo período do ano anterior. O valor veio 13% menor do que as estimativas, que eram de R$ 515 milhões.

Em relação ao terceiro trimestre, o Ebitda caiu 1%. No ano a geração de caixa pelo mesmo critério somou R$ 2,186 bilhões, aumento de 231%.

A margem Ebitda ajustado foi a 15% no quatro trimestre, ante 11% no quarto trimestre de 2016 e de 17% no terceiro trimestre. No ano a margem ficou em 20%, contra 8% anotado em 2016.

A receita líquida, por sua vez, ficou em R$ 3,077 bilhões no quarto trimestre de 2017, aumento de 65% na relação anual e crescimento de 12% na trimestral. No acumulado do ano as receitas subiram 27% para R$ 10,734 bilhões. A receita reportada no quarto trimestre ficou 14% acima da média das projeções, de R$ 2,7 bilhões.

Carnaval de 2018 deverá movimentar R$ 6,25 bi no turismo

Saiba quais são os setores e as regiões do Brasil que vão se destacar na geração de renda e emprego

Uma estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aponta que este será o primeiro ano desde 2015 com aumento da receita gerada no feriado do Carnaval. Nos anos anteriores, o faturamento foi de R$ 6,14 bilhões (2015); R$ 6,13 bilhões (2016); R$ 6,05 bilhões (2017). A previsão para 2018 é de R$ 6,25 bilhões.

Três setores respondem por 85% do faturamento previsto: alimentação (bares e restaurantes), que deve gerar R$ 3,6 bilhões; transporte rodoviário, com R$ 1,03 bilhão; e hospedagem (hotéis e pousadas), com R$ 705,6 milhões.

Rio de Janeiro (R$ 1,9 bilhão) e São Paulo (R$ 1,7 bilhão) devem ser responsáveis por 62% da movimentação financeira no feriado. Minas Gerais também tem sua participação (R$ 567,6 milhões). Juntos, Ceará, Pernambuco e Bahia vão movimentar nada menos que R$ 1 bilhão, com destaque para o Ceará, que deve gerar 9,1% mais receita que em 2017.

No Carnaval, todo mundo sai ganhando: quem vai curtir os blocos se diverte e gera aumento na demanda por serviços que deve refletir na contratação de 19,3 mil trabalhadores temporários entre janeiro e fevereiro, número de vagas 8,9% maior que o de 2017 (17,7 mil). Mais uma vez, o setor de alimentação sai na frente com 13,7 mil oportunidades previstas, ou seja, 70% do total. Com informações do Portal Brasil

Ação que já saltou 680% agora celebra a paz entre acionistas - e perspectivas aumentam ainda mais

- Acordo inesperado entre Nippon e Ternium na Usiminas deve aumentar governança corporativa e elevar foco dos acionistas na empresa - o que pode levar a uma reclassificação dos ativos da empresa -

Se os acionistas da Usiminas (USIM5) já estavam sorrindo de orelha a orelha com o impressionante desempenho de 678% nos últimos dois anos, a noite de quinta-feira,09, trouxe mais boas notícias.

A companhia informou que as suas principais acionistas, a ítalo-argentina Ternium e a japonesa Nippon, fecharam um acordo inicial para estabelecer novas regras em suas relações e terminar a briga que se arrastava há cerca de quatro anos na siderúrgica.

Um dos principais aspectos do conflito entre os dois grupos tratava do direito de indicar o principal executivo da empresa. Ontem, Ternium e Nippon divulgaram que cada parte irá nomear o presidente do conselho e o diretor-presidente da companhia por dois mandatos consecutivos de dois anos - ou seja, por até quatro anos.

Inicialmente, a Nippon terá o direito de escolher o presidente do conselho da Usiminas, enquanto a Ternium apontará o diretor-presidente da empresa. Os nomes escolhidos agora poderão ficar no cargo até 2022. A partir de então, a relação se inverte: a Nippon escolherá o executivo que tomará conta do dia a dia dos negócios, enquanto a Ternium definirá o líder do conselho de administração. Dentro desse acordo, a Ternium pretende manter no cargo o atual diretor-presidente, Sérgio Leite, enquanto a Nippon deve nomear Ruy Hirschheimer presidente do conselho - o executivo foi presidente da Electrolux na América Latina e também comandou a trading Bunge no País. Inicialmente os mandatos vão até 2020, mas poderão ser renovados por mais 24 meses.

As ações estão registrando queda no pregão desta sexta-feira, seguindo o movimento da bolsa brasileira e o ambiente de maior cautela pré-carnaval, mas chegaram a subir 5% no início do pregão em meio às avaliações positivas.

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Inesperado e positivo

Segundo a avaliação do Credit Suisse, o acordo foi inesperado, amigável e deve agregar muito valor à companhia. Tanto o Credit quanto o Bank of America Merrill Lynch destacaram que a disputa dos acionistas da Usiminas era um ponto negativo para o investidor. "Esperamos que o foco mude completamente para os fundamentos fortes da Usiminas", aponta o BofA, enquanto o Credit aponta que a notícia deve fazer com que a "Usiminas que 100% na operação, depois de 4 anos de distrações".

Com o acordo de acionistas, a expectativa é de que haja uma reclassificação  entre 0,5 vez a 1 vez da relação entre EV (valor da empresa) e o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), segundo o Bradesco BBI. Ou seja, entre 10 e 15% de potencial de valorização.

Nesse cenário, a expectativa é de uma boa performance para o mercado, mas o Credit Suisse destaca um outro ponto: o prêmio das ações ordinárias em relação às preferenciais.  Desde o início das disputas, em 2014, os prêmios variaram entre 2% e 520% e atualmente se estabilizaram em 18%. Considerando que as novas regras de governança indicam que uma cláusula de saída só seria válida 4 anos e meio após a eleição do conselho executivo, em maio de 2018, e que os controladores não podem adquirir USIM3  no mercado livre, parece claro aos analistas o espaço para fechamento no prêmio entre USIM5 e USIM3.

Vale destacar que, na semana passada, o Credit apontou que os papéis do setor siderúrgico, mesmo com a forte alta recente, não estão totalmente precificados, sendo que uma das "menos precificadas" era justamente a Usiminas. A ação teve a recomendação elevada de neutra para outperform (desempenho acima da média do mercado), com o preço-alvo aumentando de R$ 9 para R$ 16.

Para os analistas, a expectativa para 2018 é de um robusto momentum de preços. Para os anos de 2018 a 2020, a estimativa é de que será o maior nível de demanda por aço desde 2014, algo que eles não veem precificado nos papéis do setor. A Usiminas aparece como a top pick do setor de mineração e siderurgia do banco, mesma classificação do Bradesco BBI. Se o cenário já era positivo para a empresa, a sinalização dos principais acionistas de que deverão pensar de forma coordenada na siderúrgica devem apontar para um cenário ainda mais positivo para a Usiminas.

Vale ressaltar que a Usiminas está na Carteira InfoMoney desde setembro de 2017 e já subiu mais de 70% desde então e foi mantida na carteira de fevereiro, com fatia de 4,7%. A carteira já estava disponível aos alunos do curso "Como Montar uma Carteira de Ações Vencedora" desde 1 de fevereiro (não conhece o curso? Clique aqui!). Para o público em geral, a carteira ficou disponível para download na quinta-feira,08. na página do guia Onde Investir 2018.

Vale destacar ainda o resultado do primeiro trimestre. Segundo o BTG, o resultado veio um pouco abaixo do lado operacional, apesar da geração de caixa bem forte (empresa gerou mais de R$ 450 milhões de fluxo de caixa livre – o que é o resultado mais forte dos últimos tempos). Porém, os números não refletem toda melhora de preços e operacional esperado para 2018, avaliam. Assim, em meio a perspectiva já positiva que havia de evolução nos resultados somada aos novos tempos com os acionistas "fazendo as pazes", o cenário que se desenha para a siderúrgica é ainda mais positivo.

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