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Assembleia Constituinte da Venezuela ratifica Maduro como presidente

A Assembleia Nacional Constituinte (ANC) da Venezuela confirmou na quinta-feira,10, o presidente do país, Nicolás Maduro, como chefe de Estado, de governo e como comandante em chefe da Força Armada Nacional Bolivariana, horas depois de ele se colocar à disposição do órgão. A informação é da Agência EFE.

A decisão de ratificar Maduro como presidente foi tomada por unanimidade e apresentada, durante sessão especial, pelo deputado constituinte Aristóbulo Istúriz.

A Assembleia Nacional Constituinte fez sua terceira sessão plenária com uma convocação especial que contou com a presença de Maduro, a quem foi entregue um acordo em apoio aos ataques "imperialistas".

Durante a sessão no Palácio Legislativo, Maduro fez um discurso de aproximadamente três horas e entregou seu projeto de Constituição que, segundo ele, é o mesmo do presidente Hugo Chávez.

Com atribuições quase ilimitadas, a Constituinte foi eleita no dia 30 de julho e tem mais de 500 integrantes, todos eles vinculados ao governo e que se ocuparão de refundar o Estado. Ela foi rejeitada pela oposição venezuelana, além de não ser reconhecida por boa parte da comunidade internacional.

A ANC tem poder para destituir e nomear qualquer autoridade do Estado venezuelano, ditar e reformar leis e implementar decisões sem a necessidade do aval de qualquer outro poder, como ocorreu com a polêmica destituição da agora ex-procuradora-geral Luisa Ortega, que entrou em rota de colisão com Maduro.

Solução militar para atacar Coreia do Norte está pronta, diz Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse no dia 11 de agosto no Twitter que uma solução militar para atacar a Coreia do Norte já está pronta, mas ele descartou um ataque no momento. “Se a Coréia do Norte atuar imprudentemente, as soluções militares estão definidas e [as armas] estão carregadas", escreveu. E completou: "Espero que Kim Jong Un encontre outro caminho!”

Depois de mais um episódio da escalada de tensões entre Estados Unidos e Coreia do Norte, Trump foi mais ponderado em sua postagem de hoje, ao dizer que um plano de ação está pronto, mas descartado no momento. A semana foi marcada por declarações e provocações entre Donald Trump e o líder norte-coreano Kim Jong Un.

O presidente americano disse no começo da semana que responderia à Coreia do Norte com fogo e fúria, caso o país decidisse atacar os Estados Unidos. As declarações foram dadas por Trump dois dias depois de o Conselho de Segurança das Nações Unidas anunciar sanções econômicas ao país presidido por Kim Jong Un.

Donald Trump recebeu críticas internamente e da comunidade internacional pelas declarações de terça-feira. O tom provocativo utilizado por ele, foi classificado pela imprensa e analistas da diplomacia mundial como, impulsiva e imponderada.

Ontem em novas declarações, ele manteve a postura rígida direcionada a Pyongyang ao dizer que "talvez a expressão fogo e fúria [utilizada anteriormente] não tenha sido forte o suficiente. Trump reafirmou que o país sofrerá uma derrota vergonhosa se "persistir em suas aventuras militares e pressões extremas".

O presidente afirmou, entretanto, que não discutirá um ataque preventivo à Coreia do Norte. "Nós não falamos sobre isso. Não fazemos isso," disse.

A China e a Alemanha defenderam a busca do diálogo entre as partes e o fim das provocações. E além do discurso um pouco mais ameno de Trump hoje pelo Twitter, EUA e Coreia acertaram dialogar antes de tomar uma atitude contra a Coreia do Norte.