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Cobertura 4G já chega a mais de 90% dos municípios, diz associação

Postado em 22-01-18 às 12h

- Acessos à internet pela rede móvel já  são mais de   205 milhões, diz Telebrasil -

O acesso às redes de telefonia móvel com a tecnologia 4G já está presente em mais de 90% dos municípios brasileiros. É o que mostra balanço apresentado hoje na sexta-feira,19, pela Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), associação que representa as operadoras do setor.

De acordo com a associação, a tecnologia está disponível atualmente em 3.608 municípios, onde moram 91,3% da população brasileira. “Os acessos 4G já somam 99 milhões no país, um crescimento de 76% desde novembro de 2016. Nesse período, 2.450 novos municípios receberam as redes de 4G”, informou a Telebrasil em comunicado.

Em outubro do ano passado, a associação já havia apresentado dados segundo os quais o número de celulares com a tecnologia 4G já ultrapassou o de aparealhos 3G no Brasil.

No mês seguinte, o balanço da associação revelou que os acessos 4G aumentaram 76% em relação aos de novembro de 2016, com 99 milhões de acessos. Nesse período, 2.450 novos municípios receberam as redes de 4G.

A tecnologia 3G apresentou evolução constante até 2015, quando atingiu 159 milhões de aparelhos de telefonia celular. A partir de então, o 4G, que entrou em operação no país no fim de 2012, começou a crescer mais, segundo a entidade.

Mesmo assim, a Telebrasil informou que também houve expansão da cobertura de 3G, que alcançou 5.109 municípios em novembro do ano passado. “Ao todo, o número de acessos 3G já chega a 88,3 milhões no país. A cobertura de 3G ultrapassa em muito a obrigação atual, que é de 3.917 municípios”, disse a Telebrasil.

De acordo com a entidade, já existem 205,3 milhões de acessos à internet pela rede móvel no país. Considerados os acessos fixos e móveis, os dados de novembro do ano passado mostram um total de 234 milhões de acessos no país.

Um relatório sobre economia digital, divulgado em outubro passado pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad, na sigla em inglês) colocou o Brasil em quarto lugar no ranking mundial de usuários de internet.

Com 120 milhões de pessoas conectadas, o Brasil fica atrás apenas dos Estados Unidos (242 milhões), da Índia (333 milhões) e da China (705 milhões). Depois do Brasil, aparecem Japão (118 milhões), Rússia (104 milhões), Nigéria (87 milhões), Alemanha (72 milhões), México (72 milhões) e Reino Unido (59 milhões).

No entanto, apesar do grande número de brasileiros conectados, se for considerado o total de usuários em relação à população, o desempenho do Brasil é inferior. Segundo dados da União Internacional de Telecomunicações (UIT), o país tem 59% de usuários conectados, percentual inferior ao do Reino Unido (94%), do Japão (92%), da Alemanha (90%), dos Estados Unidos (76%) e da Rússia (76%). O México tem o mesmo índice do Brasil. da China e da Índia, países com mais de 1 bilhão de habitantes, ficam atrás, juntamente com a Nigéria.

Crianças e adolescentes

Quanto aos mais jovens, a pesquisa TIC Kids Online, divulgada no mesmo mês pelo Comitê Gestor da Internet (CGI.br), mostra que a maioria das crianças e adolescentes das classes D e E, pertencentes a famílias que recebem menos de três salários mínimos (R$ 2.862), acessa a internet exclusivamente pelo celular.

Segundo o levantamento, em um período de três meses, 61% dos jovens de 9 a 17 anos nessa faixa de renda usaram a rede ao menos uma vez, fazendo o acesso apenas pelo telefone móvel.

O índice cai para 12% entre crianças e adolescentes das faixas de renda mais altas, classes A e B.

No total dos jovens, 37% acessam a internet apenas pelo celular. Enquanto 54% navegam no mundo virtual tanto pelos dispositivos móveis quanto pelo computador, apenas 7% acessam a rede exclusivamente por computador. De acordo com o estudo, em relação a toda a população com idade entre 9 e 17 anos, 82%, ou seja, 24,3 milhões de jovens acessam a internet.

Anac passa a divulgar ranking de satisfação de usuários de empresas aéreas

Postado em 16-01-18 às 22h26

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) passa a divulgar, a partir desta terça-feira,16, o ranking com as manifestações dos usuários do transporte aéreo. Os dados, coletados a partir de janeiro de 2017, são apresentados por empresa aérea e podem ser consultados por meio da plataforma www.consumidor.gov.br.

Segundo a agência, mais de 12 mil demandas de usuários do transporte aéreo foram respondidas em 2017. "Na apuração divulgada hoje estão a quantidade de reclamações registradas; o prazo médio de resposta pela empresa; o índice de solução das demandas conforme a avaliação dos consumidores; e o índice de satisfação dos consumidores com o atendimento prestado pelas empresas na plataforma", informou a Anac.

No ranking divulgado pela Anac, a Latam e a Azul aparecem em primeiro lugar no número de reclamações, proporcionalmente, a cada 100 mil passageiros transportados, com 18 reclamações cada.

A Latam, que transportou 30,5 milhões de passageiros, foi a mais citada, com 5.479 registros. Já a Azul, teve 3.478 reclamações, para 19,592 milhões de passageiros que usaram a companhia.

A Avianca acumulou 1.179 reclamações, com média de 12 registros para 100 mil passageiros embarcados. A média mais baixa ficou com a Gol que recebeu 2.178 reclamações com 29,2 milhões de passageiros atendidos, o quer dá uma média de 7 registros por 100 mil passageiros transportados.

Já no ranking que lista o índice de solução das demandas pelas empresas, conforme a avaliação dos consumidores, a Avianca teve o melhor desempenho em 2017, com 77,11% de satisfação dos passageiros que disseram ter conseguido resolver as pendências.

A Latam obteve 68,79% nesse indicador de satisfação, seguida pela Gol, com 66,45% de satisfação dos passageiros. Em último lugar ficou a Azul, com 53,44% de satisfação dos passageiros que fizeram reclamações.

No que diz respeito ao atendimento prestado aos clientes, a Azul também apareceu como a pior avaliada no ranking relativo ao atendimento prestado pelas empresas. Na variação de 1 a 5, a empresa ficou com nota 2,08. A Latam recebeu média 2,54 e, a Gol, ganhou uma média 2,65. A companhia aérea mais bem avaliada pelos passageiros foi a Avianca, com 2,96.

Outro lado

Em nota, a Gol informou que “trabalha constantemente na busca de excelência operacional para oferecer a melhor experiência aos seus clientes”. Disse ainda que “a companhia aérea continuará com todos seus esforços para aprimorar ainda mais o atendimento em solo e nos seus voos e também junto às equipes que fazem o relacionamento com os passageiros que escolhem voar com a Gol”.

Já a Latam disse, também por meio de nota, que "está empenhada em prestar o melhor serviço aos seus clientes, cumprindo todas as exigências de atendimento, conforme a legislação vigente". A companhia reforça no texto que "mantém um canal aberto para diálogo com todos os seus clientes" por meio de serviço de atendimento disponível 24 horas por dia, pelo telefone e pela internet.

A Azul Linhas Aéreas informou que "tem o compromisso de atender seus clientes com excelência, por meio de um serviço de qualidade, eficiência, presteza e, principalmente, segurança". A empresa destacou ainda diversas premiações em que foi destaque, como a eleição de melhor low-cost do mundo, pelo site de viagens TripAdvisor, e a melhor companhia aérea da América do Sul pela Skytrax. "Mesmo com todas essas premiações, a Azul ressalta que está sempre trabalhando para melhorar os produtos, serviços e a experiência de seus clientes", diz a nota.

A Avianca ainda não se manifestou sobre os dados da Anac.

Registros de mortes por febre amarela aumentam cinco vezes em uma semana

Postado em 16-01-18 às 22h11

Brasília - O ministro da Saúde interino, Antonio Carlos Figueiredo Nardi, apresenta atualização dos casos de febre amarela no país.

Desde julho de 2017 já foram registradas 20 mortes por febre amarela no Brasil. A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde em entrevista coletiva nesta terça-feira,16. O último boletim epidemiológico, atualizado no dia 8 deste mês, mencionava quatro vítimas da doença. Ou seja, os óbitos registrados aumentaram cinco vezes. Os números foram apresentados pelo ministro interino da Saúde, Antônio Carlos Nardi.

Quando considerados os casos confirmados, o crescimento entre o boletim anterior e o atual também é representativo. No comunicado do dia 8, havia 11 registros. No documento desta terça-feira, o número saltou para 35, uma ampliação de 320%. Os incidentes ocorreram em matas, não havendo notificação até agora em áreas urbanas. Entre julho de 2016 e janeiro de 2017, houve 271 casos e 99 mortes, em um período marcado por um surto da doença.

O número de casos confirmados ainda pode aumentar, pois há 145 episódios em investigação por equipes de secretarias de Saúde. Entre julho de 2017 e janeiro deste ano foram notificados 470 casos suspeitos. Deste total, 290 já foram descartados. Questionados na entrevista coletiva hoje (16), os representantes do Ministério da Saúde evitaram falar em “surto”, mas classificaram o fenômeno  de um “aumento de incidência da doença”.

 

A situação é mais grave nos estados de São Paulo (20 casos e 11 mortes), Minas Gerais (11 casos e 7 mortes), Rio de Janeiro (3 casos e 1 morte) e DF (1 caso e 1 morte). Em razão do aumento dos casos, a Organização Mundial da Saúde classificou hoje o conjunto do estado de São Paulo de área de risco e recomendou a viajantes internacionais tomar vacina específica e se imunizar contra o vírus.

Vacinação

O Ministério da Saúde informou que vai disponibilizar aos estados lotes de vacina para campanhas junto à população. Qualquer pessoa pode se imunizar, à exceção dos que estão em situações de contraindicação, como pacientes com câncer, indivíduos com imunossupressão e pessoas com hipersensibilidade à proteína do ovo.

A vacina começa a fazer efeito em 10 dias. Quem pretende se dirigir às áreas consideradas de risco deve se vacinar dentro deste prazo para não contrair a doença. Em São Paulo, a campanha será antecipada para o dia 29 e vai abranger 54 cidades e buscar atender 8,3 milhões de pessoas.

No Rio de janeiro, a previsão é que as ações de vacinação sejam realizadas em 15 municípios, com meta de chegar a 10 milhões de pessoas. Já na Bahia, onde também há preocupação com a ocorrência da doença, a campanha focará oito cidades e buscará aplicar o medicamento a 3,3 milhões.

Essas ações serão feitas com vacinas fracionadas. Nesse caso, a imunização envolve a aplicação de uma parte da dose. Segundo o Ministério da Saúde, o efeito dura oito anos. “Nós temos estoque para atender à necessidade da população brasileira. Hoje temos seringas suficientes para vacinar fracionadamente 20 milhões de pessoas e demandamos à Organização Pan-Americana da Saúde mais 20 milhões de doses na semana passada”, informou o secretário executivo do Ministério da Saúde, Antônio Carlos Nardi, que substitui o ministro Ricardo Barros, em viagem ao Haiti.

As doses fracionadas não são indicadas para alguns pessoas, como crianças na faixa de 9 meses a 2 anos, pacientes com câncer ou HIV/aids em fim de tratamento e mulheres grávidas. A  vacina fracionada  também não deve ser tomada pelos que pretendem viajar para o exterior, pois órgãos de saúde de outros países exigem a dose padrão.

Lei garante acesso de mulheres a cargos oficiais da Marinha

 

Postado em 02-01-18

As mulheres poderão ocupar todos os cargos de oficiais da Marinha. É o que estabelece a Lei 13.541/2017, sancionada pelo presidente Michel Temer em cerimônia oficial no Palácio do Planalto na segunda-feira,18 de dezembri e publicada no Diário Oficial da União  no dia seguinte.

A nova lei tem origem no Projeto de Lei da Câmara (PLC) 147/2017, aprovado no Senado no  dia 12 de dezembro, terça-feira. Entrou em vigor já naquela terça.

Pelo texto, as mulheres poderão ser admitidas nas atividades operativas da Marinha, podendo integrar o oficialato do corpo da Armada e o de Fuzileiros Navais, até então restritos apenas a homens.

Atualmente, a Marinha é a única das Forças Armadas que tem uma mulher oficial general em seus quadros. A contra-almirante Dalva Maria Carvalho Mendes ocupa o terceiro posto mais importante da Marinha e tem patente equivalente à de general de brigada no Exército, e de brigadeiro na Aeronáutica. Mas, pela legislação anterior, ela só pôde ascender na carreira por ser médica e já fazer parte do corpo de saúde da instituição.

Dalva Maria Mendes tornou-se a primeira mulher a ocupar um cargo de oficial general das Forças Armadas brasileiras. Agora, a Marinha quer ser a primeira força a retirar qualquer restrição à admissão e promoção de mulheres em seus quadros, razão pela qual elaborou o PLC 147/2017, enviado ao Congresso em setembro deste ano.

Também foi a Marinha a primeira a fazer curso de formação para oficiais voltado a mulheres, em 1980 — o que a Aeronáutica seguiu em 1981, e o Exército apenas nos anos 1990.

Mudança nos concursos

A nova lei também exclui a vantagem que os militares têm sobre os civis ao prestarem concursos para os Cursos de Formação de Oficiais da Marinha. A mudança valerá para ambos os sexos. Desse modo, o militar deverá ser demitido ou desligado e reintegrado à Marinha em condições iguais ao do aluno civil.

O texto ainda acaba com a transferência obrigatória do pessoal auxiliar no quadro de Armada e Fuzileiros para o quadro técnico. Eles poderão seguir na carreira até o posto de Capitão de Mar e Guerra, que é o mais alto. A lei também altera nomenclaturas e cargos na instituição.

OS pontos altos e baixos do réveillon carioca

Queima de fogos recebe elogio e crítica; Anitta vira unanimidade

Queima de fogos em Copacabana divide opiniões; fumaça atrapalhou.Foto: Agência O Globo / Guito MoretoQueima de fogos em Copacabana divide opiniões; fumaça atrapalhou. - Agência O Globo / Guito Moreto

RIO — O maior réveillon do país teve de tudo: queima de fogos mais longa, show do furacão Anitta, telões com imagens geradas por drones e aquilo que é tão tradicional em Copacabana quanto estouro de champanhe à meia-noite: uma grande quantidade de relatos de assaltos. Ontem, cariocas e turistas comentaram os pontos positivos e negativos da festa, que, segundo a prefeitura, reuniu 2,4 milhões de pessoas. Entre anônimos e famosos, não faltaram elogios e críticas, às vezes até para um mesmo “quesito”.

— Achei muito legal ter um tempo maior de queima de fogos (17 minutos). O espetáculo foi lindo — disse o cantor e compositor Martinho da Vila.

Já o personal trainer William Vorhees manifestou uma opinião bem diferente:

— Eu vi, pela internet, os fogos de Dubai, Sydney e Londres. Em Copacabana, a gente percebe que tem alguma coisa errada. Acho que, no Rio, o espetáculo pirotécnico precisa ser mudado, já que sempre surge uma imensa nuvem de fumaça. Não adianta nada ter 17 minutos de duração se, a partir do décimo, ninguém vê mais nada.

Ainda na madrugada de ontem, Marcelo Kokote, sócio da empresa Vision Show, responsável pelo espetáculo, deu uma justificativa:

— Em shows com longa queima de fogos, dois fatores da natureza precisam colaborar: vento e baixa umidade. Não havia vento para dissipar a fumaça, e a umidade do ar estava alta.

Mistura de sucesso no palco

Para o carnavalesco Milton Cunha, a desordem na areia, loteada por barraqueiros e cheia de cercadinhos montados pelo público, foi a grande “bola fora” do réveillon.

— As pessoas improvisaram diversas áreas VIP, deixando muita gente espremida no entorno. Não vi fiscalização — reclamou o carnavalesco, que também fez uma crítica ao espetáculo pirotécnico (mas não à fumaça). — Para mim, faltaram balsas. A queima de fogos ficou muito concentrada.

Mas o carnavalesco teceu elogios à festa da virada. Para ele, “o brilho e a energia de Anitta ofuscaram os problemas”:

— O show dela foi o grande acerto. Por causa de Anitta, dou nota 9 para o réveillon de Copacabana. A abertura foi épica, com a Orquestra da Maré. Achei a mistura musical o máximo, o palco juntou dois símbolos do povo carioca que deram certo.

O empresário Bruno Chateaubriand disse que também ficou impressionado com o carisma de Anitta e, destacando “a experiência de quem já passou dezenas de festas da virada em Copa”, afirmou nunca ter visto o público interagindo tanto com artistas.

— O público acompanhou tudo, cantando, dançando, acendendo luzes de celulares e se abraçando. Foi mesmo o réveillon do abraço, conforme o planejado pela organização — comentou Chateaubriand, que apontou como ponto negativo da festa a dificuldade de locomoção por Copacabana. — As ruas ficaram fechadas por muito tempo, inclusive para táxis. É preciso pensar que os bilhetes do metrô com horários programados se esgotam bem antes da virada de ano, o que dificulta a vida dos muitos turistas que chegam na véspera.

A turista goiana Wélica Amaro ficou decepcionada por não ter acompanhado a queima de fogos com tranquilidade:

— Senti receio de ir para a areia. Vi arrastões, jovens passando com sacos cheios de celulares. Mas, no calçadão, havia bastante policiamento.



Leia mais: https://oglobo.globo.com/rio/publico-cita-os-pontos-altos-baixos-do-reveillon-carioca-22245682#ixzz532FDWd00
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