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O lucro líquido da Eletrobras

A Eletrobras registrou, no segundo trimestre de 2017, lucro líquido de R$ 306 milhões. O resultado é bem abaixo do que a empresa conseguiu no mesmo período do ano passado, R$ 12,7 bilhões.

Entre os fatores que influenciaram a queda no resultado, a companhia indicou a destinação de recursos para o Plano de Aposentadoria Extraordinária (PAE), que teve adesão de 2.097 funcionários e gerou um impacto no resultado de R$ 706 milhões.

A empresa avaliou, no entanto, que o plano representará uma economia de quase R$ 874 milhões ao ano. Não está incluído o  PAE da Amazonas GT, empresa do sistema Eletrobras, que ainda será realizado.

Outro fator que influenciou o resultado foi a contabilização da remuneração relativa aos créditos da Rede Básica do Sistema Existente (RBSE) referente às linhas de transmissão renovadas, acompanhando as condições de pagamento estabelecidas pelo Ministério de Minas e Energia.

O balanço do trimestre indica também que a receita operacional líquida chegou perto de R$ 9,1 bilhões. Além disso, teve o repasse positivo de Itaipu no total de R$ 129 milhões.

Já no lucro líquido gerencial, ainda de abril a junho, a holding atingiu R$ 162 milhões, uma melhora de 203% em relação ao segundo trimestre de 2016.

A companhia encerrou o primeiro semestre de 2017 com lucro líquido de R$ 1,7 bilhão, enquanto no mesmo período de 2016 tinha registrado R$ 8,8 bilhões. O prejuízo líquido gerencial nos seis primeiros meses do ano ficou em R$ 38 milhões, o que na avaliação da empresa, representa melhora de 93% em relação ao primeiro semestre de 2016.

O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior, vai comentar o resultado trimestral da empresa nesta sexta-feira,11, à tarde.

Temer anuncia que R$ 7 bi de lucro do FGTS serão divididos entre trabalhadores

O presidente Michel Temer antecipou na terça-feira,08, que R$ 7 bilhões referentes ao lucro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) serão distribuídos entre os trabalhadores. O anúncio oficial deve ocorrer nesta quinta-feira,10.

De acordo com o presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, o valor equivale a 50% do lucro líquido do fundo em 2016. Será depositado para os trabalhadores com conta no FGTS até 31 de dezembro do ano anterior. "Essa é a regra. Isso vai para a conta das pessoas e nós iremos pagar àqueles que tiverem direito a fazer o saque”, disse.

Segundo Occhi, os dividendos serão distribuídos até o dia 31 de agosto. Ele acrescentou que os detalhes – como índice a ser utilizado, valores, quais trabalhadores terão o benefício e quem poderá sacar – serão anunciados pelo presidente na quinta-feira.

“Ainda temos que fechar o balanço do fundo de garantia, será fechado essa semana e a Caixa vai estar preparando toda essa distribuição dos dividendos ao trabalhador. O que muda é que pela primeira vez há uma distribuição dos lucros do FGTS”, finalizou Occhi.

Antes, todo o lucro do fundo ficava para os cofres públicos.

 

Linha de crédito

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A Caixa Econômica Federal lançou nesta terça-feira uma linha de crédito destinada ao setor empresarial para financiar produção de loteamento urbano. Esta é a primeira linha de crédito do país criada para o setor e terá orçamento de R$ 1,5 bilhão para contratação. Empresas urbanizadoras ou loteadoras com faturamento fiscal anual superior a R$ 15 milhões podem acessar o crédito, chamado de Produlote.

O presidente Michel Temer esteve presente no evento de lançamento, que ocorreu na sede do Secovi, na capital paulista, e disse que a linha de crédito é uma antiga demanda. “Um anseio do passado foi concretizado no nosso governo. Muitos outros anseios, por exemplo, da modernização da legislação trabalhista é uma coisa que se falava há 20, 30 anos e ninguém fazia. Nós fizemos em benefício do emprego, do trabalhador, do empresariado”, disse.

O presidente da Caixa, Gilberto Occhi, disse que há a expectativa de geração de 70 mil novos empregos a partir do lançamento do crédito, que será disponibilizado para empresas de todo o Brasil, mas com foco na área urbana. “Nós não vamos incentivar construção destes empreendimentos em áreas mais afastadas do centro urbano, porque queremos ter uma política de desenvolver um local em que haja não só a infraestrutura urbana, mas também equipamentos – comércio, saúde, segurança, escolas, universidades”, disse.

Depois que os lotes já estiverem totalmente regularizados, os clientes (pessoa física) poderão financiar também a aquisição de terreno e construção de moradia própria. “Vamos exigir saneamento, água, pavimentação, energia elétrica, toda a infraestrutura necessária para que uma pessoa possa adquirir esse terreno e possa imediatamente, se for de interesse dela, fazer a construção da sua moradia”, acrescentou.

 

Crise

 

Sobre o cenário polítco após a divulgação das gravações feitas pelo empresário Joesley Batista, o presidente Michel Temer disse que muitas vezes as crises são produzidas e não vão paralisar o governo. “Tanto é que a reforma trabalhista, a modernização trabalhista, foi aprovada nesse período; as medidas provisórias, foram 12 ou 14 convertidas em lei nesse período. Este ato que estamos praticando aqui [crédito para lotes urbanos] foi produzido nesse período. O governo não vai parar, ninguém vai paralisar o país por mais esforço que façam, por mais catastrofista que sejam as suas falas, não vão parar o país”, disse.

Aumento de impostos

Em discurso no evento, o presidente do Secovi-SP – o sindicato dos empresários da habitação de São Paulo –, Flávio Amary, pediu que Temer não aumente os impostos. Ao citar ações do governo federal como planos de demissões voluntárias, redução dos ministérios, lei das estatais, ele disse, que para o setor produtivo, é importante que o foco seja “atacar a despesa”.

“O apelo é que o foco continue na remissão das despesas, que a gente não tenha notícias de aumento de impostos, que a gente não traga mais dificuldade”, disse Amary. “Por favor, presidente, continue com esse foco e não vamos falar de tributação daquilo, de lá ou de acolá, e vamos tentar construir esse ajuste fiscal com foco na despesa e não no aumento de receita”, acrescentou.

 

 

Bandeira amarela na energia elétrica puxa inflação em julho

A entrada em vigor da bandeira amarela nas contas de energia elétrica em 1º de julho foi o principal fator responsável pela inflação de 0,24% em julho deste ano. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a energia elétrica ficou 6% mais cara, em média, no país no mês, e resultou em um custo adicional de R$ 2 a mais por cada 100 quilowatts-hora (Kwh) consumidos.

Também contribuiu para o aumento da energia elétrica a alta do PIS/Cofins e os reajustes das tarifas em São Paulo e Curitiba, que foram, portanto, as cidades que mais sentiram o impacto do aumento da energia. Em Curitiba, a alta de preços da eletricidade chegou a 9,33%, enquanto em São Paulo o custo aumentou 8,54%.

Outro item que contribuiu para a inflação de 0,24% em julho, depois de uma deflação (queda de preços) de 0,23% em junho, foi o combustível, com alta de preços de 0,92%. O etanol encareceu 0,73% e a gasolina, 1,06%.

 

Alimentos

 

Por outro lado, os alimentos evitaram uma taxa de inflação maior, ao registrar deflação de 0,47%. Entre os produtos que mais contribuíram para a queda global de preços do grupo alimentação e bebidas estão batata inglesa (-22,73 %), leite longa vida (-3,22 %), frutas (-2,35 %) e carnes (-1,06 %).

Mercado aumenta previsão de déficit

Instituições financeiras consultadas pelo Ministério da Fazenda aumentaram a previsão do déficit primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central), neste ano, de R$ 145,268 bilhões para R$ 154,841 bilhões. O déficit primário é o resultado das despesas maiores que as receitas, sem considerar os gastos com juros.

A projeção consta na pesquisa Prisma Fiscal elaborada pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, com base em informações de instituições financeiras do mercado. O resultado foi divulgado hoje (10). Para 2018, a estimativa de déficit passou de R$ 129 bilhões para R$ 130,527 bilhões.

A projeção da arrecadação das receitas federais permanece este ano em R$ 1,340 trilhão. A estimativa pra a receita total ficou em R$ 1,293 trilhão, contra R$ 1,286 trilhão previsto no mês passado.

A pesquisa apresenta também a projeção para a dívida bruta do governo geral, que na avaliação das instituições financeiras, que subiu de 75,6% para 75,9% do Produto Interno Bruto (PI B) . Para 2018, a estimativa foi ajustada 78,67% para 79,06% do PIB.

Hoje a Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão do Senado Federal, também divulgou projeção para o déficit primário. No Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) de agosto, a projeção de deficit primário do governo central é R$ 156,2 bilhões, contra R$ 144,1 bilhões previstos no mês passado.

Para 2018, a projeção da IFI passou de R$ 166,2 bilhões para R$ 153,3 bilhões. Para isso, o governo terá que fazer um contingenciamento de R$ 30 bilhões em despesas discricionárias (não obrigatórias).

As estimativas estão acima da meta de R$ 139 bilhões para 2017 e de R$ 129 bilhões para 2018.

Estaleiro Rio Grande prestes a fechar as portas

A situação dos estaleiros da cidade de Rio Grande, no Rio Grande do Sul,a cada dia que passa e as obras vão sendo concluídas, vai entrando em alerta vermelho. Há poucos meses do final do ano, a tendência é que todo aquele complexo desenvolvido a duras penas, se torne uma área fantasma, sem empregos. Na última semana, o Estaleiro Rio Grande, da Ecovix, voltou a demitir. Desta vez, mais 70 funcionários ficaram sem emprego. No momento, o Ecovix já está inoperante e sem novas encomendas à vista. Apenas as áreas de administração e manutenção estão atuando.

A medida pegou os trabalhadores de surpresa. Apenas cerca de 60 pessoas ficaram atuando no estaleiro e não se descarta a possibilidade que mais desligamentos ocorram brevemente. A expectativa é que a Cosco, da China, entre no estaleiro como uma empresa possivelmente investidora no empreendimento gaúcho, o que daria um novo fôlego ao Estaleiro Rio Grande. A Ecovix encontra-se em meio a um processo de reestruturação capitaneado pelo Banco Brasil Plural.

A Gerdau, até o final deste mês, deve cortar os módulos da plataforma de petróleo P-72 para utilizá-los como sucata. A empresa participa do processo de licitação, ainda em andamento, para a compra de sucata do Estaleiro Rio Grande. A Plataforma P-71, que tem praticamente metade das obras realizadas, foram interrompidas em dezembro. Nesse mesmo mês, a Ecovix demitiu cerca de 3,2 mil funcionários. Atualmente, no polo naval gaúcho estão sendo implementadas a P-75 e a P-77, no estaleiro da QGI, localizado em Rio Grande, e a P-74, pelo grupo EBR, em São José do Norte. Essas duas obras deverão ser concluídas até o primeiro trimestre de 2018.

Três dicas para manter a saúde das empresas em tempo de recessão

O ano de 2017 está sendo marcado por uma série de eventos negativos no campo político e econômico. A corrupção foi desvendada em níveis nunca imaginados, seguidos de desconfiança das decisões judiciais que envolvam esses crimes políticos, bem como do total descontentamento para com nossos representantes em todos os níveis, o que leva a indicadores apontando para um cenário de retração. Nesse contexto, é exigido das empresas um esforço muito maior para manter a competividade e produtividade.

O termo “empresas estressadas”, já comumente usado nos Estados Unidos e Europa, designa companhias em situações de dificuldades financeiras pelas mais diversas situações. Alguns problemas, de acordo com a advogada e especialista em recuperação de empresas, Dra. Mara Denise Poffo Wilhelm, sócia da Wilhelm & Niels Advogados Associados, partem de seus próprios líderes, que se encontram totalmente desorientados pelos resultados que a companhia apresenta e transferem essa pressão para a sua equipe. “Em situações de grande estresse, pode levar à tomada de decisões errôneas ou inconsequentes, ocasionando o agravamento da crise e da situação financeira da empresa”, explica. O resultado é um caos diário na gestão e na operação da empresa. Com esse clima, pequenos problemas do dia a dia podem se transformar em grandes, ante a situação precária e nervosa que contaminou toda a empresa, levando a resultados ainda piores.

Mas, como manter uma empresa saudável, evitando o estresse da empresa? Dra. Mara dá algumas dicas. Confira:

1 – Manter-se em constante vigília e acompanhar os resultados da empresa: é imprescindível que os gestores tenham sempre acesso aos resultados da empresa, e que realizem a análise contábil e financeira destes. Projetar e simular com base em diversos resultados, sejam as metas positivas ou negativas, considerando as piores hipóteses possíveis. Essas atitudes possibilitam que os momentos difíceis sejam previstos com antecedência, permitindo um tempo maior ao gestor para se programar para resolver o problema considerando aquele cenário projetado. “Por mais que seja difícil projetar cenários, esse é um exercício de extrema importância para as empresas que desejam estar preparadas para qualquer situação, inclusive numa retomada da economia”, afirma Mara. Para a especialista, é importante manter cenários e simulações para diferentes níveis de fluxo de caixa, por exemplo, e, assim, preparar-se para todos os tipos de desafios, trançando estratégias para o crescimento da empresa ou para reverter situações negativas.

2 – Tenha uma equipe qualificada: a empresa precisa estar em constante inovação e, para isso, a sua equipe precisa acompanhar essa necessidade de crescimento. Precisa estar preparada para as mudanças e ajudar o gestor com dicas, ideias, apresentando resultados. O comodismo de alguns funcionários, preocupados apenas em realizar minimamente suas funções, sem buscar aperfeiçoamento, é fator de retrocesso nas empresas. As equipes precisam estar sempre prontas para os novos desafios da empresa. Isso vale também para os terceirizados, a salientar, consultores, contadores, advogados, representantes comerciais. Enfim, a especialização dos profissionais em cada área proporciona segurança ao gestor na condução de seus negócios e decisões.

3 – Fique atento às oportunidades: o período turbulento irá passar, pois a economia é cíclica. Essas oportunidades podem ser tanto relativas a crescimento, como por exemplo: fusões, aquisições, ou mesmo mudança de segmento produtivo, localização estratégica da empresa ou criação de novas unidades, tanto no país como fora dele. Já para empresas em crise mais profunda, a oportunidade pode estar em uma grande reestruturação nos negócios, analisando-se diversos fatores, dentre eles, a margem de contribuição de seus produtos e a descontinuidade da linha. Se não for possível reverter os resultados, a diminuição nos custos, e, inclusive, a venda de ativos deve ser considerada, segundo Mara. Há, ainda, o benefício legal da recuperação judicial, que proporciona um “fôlego” nas finanças empresariais e que, se bem assessorado, pode colocar novamente a empresa “nos trilhos”, pois, permite a repactuação de suas dívidas junto aos credores para pagamento de acordo com a sua realidade, ou seja, segundo o seu fluxo de caixa (capacidade financeira).

Oportunidades

Por outro lado, conforme explica Mara, sempre em momentos de crise no país ou em determinado segmento, podem ocorrer excelentes oportunidades para gestores e suas empresas que estão consonância e preparados para crescimento, bem como aqueles que conseguiram superar o estigma da “empresa estressada”. “Diariamente, surgem oportunidades de negócios, muitos deles oriundos até de seus próprios concorrentes que não buscaram a ajuda para superar a crise, quer seja comprando parte de seus ativos por preços atrativos, ou mesmo aproveitando brechas no mercado oriundo do mau atendimento ou da falta de qualidade dos produtos de seus concorrentes”, destaca Mara. Sempre que uma empresa sucumbe (quebra), abre espaço para outra tomar o seu lugar e crescer. “Então, esteja preparado para ocupar esse espaço”, destaca a especialista.

Empresários estão confiantes com o Dia dos Pais

Dia dos Pais (13 de agosto) marca a abertura do calendário de datas comemorativas do segundo semestre no ano. Apesar de ainda haver certa cautela dos consumidores nas compras, o sentimento em relação ao período é de confiança, uma vez que a data gera um impacto positivo para mais da metade (52,9%) do comércio varejista, em diversos segmentos. Neste ano, 47,9% dos empresários de Belo Horizonte apostam no crescimento das vendas, de acordo com pesquisa elaborada pela Fecomércio MG. Esse é o melhor resultado dos últimos três anos: em 2014, 43,1% tinham essa mesma perspectiva, ante 28,1%, em 2015, e 37,8%, em 2016.

O valor afetivo (17,4%), otimismo/esperança (12%) e a melhora na economia (9,8%) foram os principais motivos apontados para as boas expectativas. “A celebração coincide com as liquidações de inverno e a chegada de novos produtos ao mercado, então também tem uma força sazonal. Além disso, a conjuntura econômica do país, principalmente em relação aos três anos anteriores, é mais positiva, com recuo da inflação, juros mais baixos e um menor comprometimento da renda das famílias”, avalia o economista da Federação, Guilherme Almeida.

Do lado dos clientes, o estudo da entidade aponta que quase 37% irão presentear neste Dia dos Pais, sendo que a maioria (66,4%) pretende gastar menos em relação ao ano passado. O tíquete médio estimado é de até R$ 100 para 74,4% dos consumidores. “O percentual de pessoas que afirmou que vai às compras caiu. Porém 50,2% dos entrevistados disseram que não têm a quem dar presentes, e outros 23,8% não têm esse costume. São questões pessoais, não econômicas”, analisa Almeida.

As promoções serão o grande atrativo (80,3%) para o consumo, seguidas por preços baixos (28,6%) e atendimento diferenciado (17%). A lista de artigos mais procurados inclui roupas (47,6%), calçados (16,3%) e itens de perfumaria (8,8%). Os eletrodomésticos e eletroeletrônicos, que ocupavam o quarto lugar nessa relação, caíram para o oitavo lugar, tendo interesse para apenas 2% dos consumidores. Entre as formas de pagamento, 68,3% dos entrevistados optarão por quitar a compra à vista, no dinheiro ou no cartão de débito.

 

Cheques devolvidos atingem o menor nível desde setembro de 2014

O número de cheques devolvidos (segunda apresentação por falta de fundos), como proporção do total de cheques movimentados, atingiu 1,83% em junho, registrando redução significativa em relação a junho de 2016 (-0,28 ponto percentual). Com isso, o percentual atinge o menor nível desde setembro de 2014, quando foi de 1,80%. Os dados foram divulgados hoje (31), em São Paulo, pela Boa Vista Serviços, empresa de informações de crédito.

Na comparação mensal, o percentual de cheques devolvidos sobre movimentados também obteve queda (em maio, o nível foi de 2,11% frente a abril), sendo o resultado decorrente da diminuição de 20,5% dos cheques devolvidos e retração de 8,2% para os cheques.

 

 

Em queda: cheques devolvidos em junho atingiram 1,83% contra 1,80% de setembro de 2014Agência Brasil

Dólar fecha julho perto de R$ 3,12 e atinge o menor valor desde maio

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

Em dia de tranquilidade no mercado financeiro, a moeda norte-americana fechou em baixa e encerrou julho com a maior queda em mais de um ano. O dólar comercial encerrou na segunda-feira,31, vendido a R$ 3,118, com baixa de 0,52%. A cotação está no menor valor desde 16 de maio (R$ 3,096), antes do agravamento da crise política.

Com o desempenho de hoje, o dólar fechou julho com baixa de 5,87%, a maior desvalorização mensal desde junho do ano passado, quando tinha caído 11,05%. Em 2017, a divisa acumula retração de 4,06%.

O mês terminou com ganhos no mercado de ações. O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou o dia com alta de 0,65%, aos 65.920 pontos. Em julho, a bolsa subiu 4,8%, o melhor desempenho mensal desde janeiro (7,38%). O indicador acumula ganhos de 9,45% no ano.

A queda do dólar não se repetiu com o euro. A moeda continua valorizada e encerrou julho vendida a R$ 3,692. Em 17 de maio, antes do agravamento das incertezas políticas, a divisa estava sendo vendida a R$ 3,502.

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