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O LUCRO DO BB

Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil

O Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado de R$ 7,872 bilhões nos primeiros nove meses de 2017. O montante é 45,1% maior do que o atingido no mesmo período do ano passado. No terceiro trimestre do ano, o lucro ajustado ficou em R$ 2,7 bilhões, 15,9% maior do que o verificado no período de julho a setembro de 2016 e 2,2% superior ao segundo trimestre deste ano.

A carteira de crédito do banco fechou o mês de setembro em R$ 677 bilhões, uma retração de 2,7% em comparação ao volume de empréstimos registrado em junho, de R$ 696,1 bilhões. Em comparação com setembro de 2016, quando o saldo era de R$ 735,4 bilhões, a carteira reduziu 7,9%. Segundo o presidente do Banco do Brasil, Paulo Cafarelli, a redução está ligada a uma mudança na composição da carteira de crédito que está sendo feita pela instituição, investindo em operações de menor risco.

A carteira de crédito de pessoa jurídica ficou em R$ 267,7 bilhões em setembro, uma redução 3,4% menor do que a verificada em junho e 15,5% menor em relação ao mesmo mês de 2016. O financiamento ao agronegócio ficou praticamente estável, com uma alta de 0,6% em relação a setembro do ano passado, ficando em R$ 180,7 bilhões. O crédito consignado teve um aumento de 37,7% na carteira, passando de R$ 20,6 bilhões em setembro de 2016 para R$ 28,4% no mesmo período deste ano.

Cafarelli disse que espera, para o próximo ano, uma expansão de 6% do mercado de crédito brasileiro. “Em um ambiente de inflação baixa, com indústrias ainda com capacidade ociosa, acreditamos que há espaço para redução dos juros”, ressaltou ao apontar os sinais que indicam a recuperação da economia. “A trajetória de retomada do crescimento, mesmo que gradual, é consistente.” Para este ano, o banco projetou um crescimento de 0,7% do Produto Interno Bruto e de 2,8% para 2018.

Inadimplência

Apesar de ainda estar acima da média do Sistema Financeiro Nacional (3,6%), a inadimplência do Banco do Brasil registrou queda de 4,11% em junho para 3,94% em setembro. “É a primeira vez nesse período que nós estamos anunciando uma redução da inadimplência”, ressaltou o presidente da instituição. Desde dezembro de 2016, o banco vinha acumulando altas sucessivas no índice de não pagamento de débitos.

A estimativa da instituição é que o índice de inadimplência mantenha estabilidade até o fim do ano e comece a se retrair em 2018.

Contribuintes devem estar atentos às mudanças da Receita Federal para o Imposto de Renda 2018

- Dentre as alterações, está a polêmica questão da guarda compartilhada, que determina que cada filho pode ser considerado como dependente de apenas um dos pais -

Fonte: Fradema

Com o objetivo de unificar a legislação e orientar os contribuintes em relação ao imposto de renda sobre as Pessoas Físicas, a Receita Federal publicou nesta semana a Instrução Normativa RFB nº 1.7556 de 2017 que traz alterações sobre as normas gerais de tributação que entram em vigo a partir deste ano de 2017 para as declarações que serão entregues até abril de 2018.

Dentre as alterações, e talvez a mais polêmica, está a questão da dedução de despesas de dependentes, nos casos em que a guarda dos filhos é compartilhada, já que com a modificação da norma para a declaração do imposto de renda sobre as Pessoas Físicas para o ano de 2018, ficou determinado que, nestas situações, cada filho deverá ser considerado como dependente de apenas um dos pais, tendo em vista as modificações do Código Civil.

O tópico, relativamente novo na área fiscal, é complexo e carregava inúmeras dúvidas por parte dos contribuintes e até mesmo dos especialistas do setor, até porque, a princípio, existe uma distinção entre guarda compartilhada e guarda financeira, fazendo-se necessário se estabelecer e cumprir o que está na decisão judicial.

Para Francisco Arrighi, diretor da Fradema Consultores Tributários a partir de agora, encerram-se essas dubiedades, especialmente a que rege os gastos relativos aos filhos em guarda compartilhada, sendo possível a dedução apenas por aquele que for contemplado na decisão judicial. “Portanto, entendemos que, se o gasto médico for custeado pelo pai, poderá ser abatido pelo mesmo na declaração, e se o colégio for financiado pela mãe, esta poderá abater este gasto dentro do limite permitido pelo fisco, e assim sucessivamente, esclarecendo de vez as dúvidas”, explica Arrighi.

Ainda de acordo com o profissional, os contribuintes devem estar atentos e orientar seus advogados para que deixem este acerto bem definido no termo de ajuste ou decisão de separação.  Desta forma, esta portaria servirá como uma espécie de cartilha que elucida os equívocos dos contribuintes.

Confira abaixo a relação com as principais alterações consolidadas para tributação de imposto de renda sobre as Pessoas Físicas:

1. No caso de guarda compartilhada, cada filho pode ser considerado como dependente de apenas um dos pais, tendo em vista as modificações do Código Civil;

2. Em relação a alguns benefícios fiscais que tiveram seus prazos prorrogados, estabelece-se o prazo para a dedução do imposto:

2.1. Valores despendidos a título de patrocínio ou de doação, no apoio direto a projetos desportivos e paradesportivos: até o ano-calendário de 2022;

2.2. Valores correspondentes às doações e aos patrocínios diretamente prol de ações e serviços no âmbito do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) e do Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa Com Deficiência (Pronas/PCD): até o ano-calendário de 2020;

2.3. Quantias referentes a investimentos e a patrocínios feitos na produção de obras audiovisuais cinematográficas aprovadas pela Agência Nacional do Cinema (Ancine), bem como na aquisição de cotas dos Fundos de Financiamento da Indústria Cinematográfica Nacional (Funcines): até o ano-calendário de 2017;

3. O fato de que a bolsa concedida pelas Instituições Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT) para realização de atividades conjuntas de pesquisa científica e tecnológica e desenvolvimento de tecnologia, produto, serviço ou processo, caracteriza-se como doação, não configura vínculo empregatício, não caracteriza contraprestação de serviços nem vantagem para o doador, razão pela qual estaria isenta do imposto sobre a renda;

4. O esclarecimento de que as pessoas físicas que aderiram ao Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária (RERCT) devem informar na Declaração de Ajuste Anual (DAA) os bens e direitos de qualquer natureza constantes da declaração única de adesão ao referido regime de regularização;

5. Da mesma forma, com a reabertura do prazo de adesão ao RERCT por 120 dias, a legislação criou a obrigação de incluir os bens ou direitos de qualquer natureza regularizados, obtidos a partir de 1º de julho de 2016, na DAA relativa ao ano-calendário de 2016;

6. Não estão sujeitas à retenção na fonte do imposto sobre a renda as remessas destinadas ao exterior para fins educacionais, científicos ou culturais, bem como as remessas efetuadas por pessoas físicas residentes no País para cobertura de despesas médico-hospitalares com tratamento de saúde, no exterior, do remetente ou de seus dependentes;

7. Uniformiza-se o tratamento dado pela norma às pessoas com deficiência, evitando-se termos inadequados contidos no texto original;

8. Esclarece-se que só há isenção do imposto sobre a renda em relação aos rendimentos decorrentes de auxílio-doença, que possui natureza previdenciária, não havendo isenção para os rendimentos decorrentes de licença para tratamento de saúde, por ter natureza salarial;

9. Muito embora haja previsão legal apenas para a isenção do imposto em relação às indenizações em virtude de desapropriação para fins da reforma agrária, estão dispensados da retenção do imposto na fonte e da tributação na DAA as verbas auferidas a título de indenização advinda por desapropriação, seja por utilidade pública ou por interesse social, tendo em vista que a matéria consta da lista de dispensa de contestar e recorrer da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN);

10. No caso de descumprimento das condições necessárias para que possa haver isenção do ganho de capital do contribuinte residente no País que alienou imóvel residencial, mas que no prazo de 180 dias aplicou o produto da venda na aquisição de outro imóvel residencial localizado no País, torna-se mais claro o valor dos juros de mora e da multa a serem aplicados;

11. Possibilidade de se reconhecer a isenção do ganho de capital auferido na alienação do único imóvel de até R$ 440.000,00, na hipótese de o bem ter sido adquirido por cônjuges casados obrigatoriamente sob o regime de separação de bens, esclarecendo que os requisitos devem ser verificados individualmente, por cônjuge, observada a parcela que couber a cada um;

12. Retificação do entendimento da Receita Federal, informando-se que estão sujeitos à incidência do imposto na fonte, mediante a utilização das tabelas progressivas, a título de antecipação as multas pagas por pessoa física em virtude de infração a cláusula de contrato, sem gerar, porém, sua rescisão (nos casos de rescisão contratual, também há a retenção a título de antecipação, mas com alíquota de 15%);

13. Abarca-se situação em que houve, na tributação de Rendimentos Recebidos Acumuladamente (RRA), a dedução de uma despesa que se mostrou indevida no futuro, sendo que na hipótese de devolução desse valor, haverá tributação do imposto sobre a renda, mas essa tributação dar-se-á, também, na sistemática dos RRA;

14. Atualiza-se a lista de dispensa de retenção do imposto e da tributação na DAA para os casos tratados por atos declaratórios emitidos pelo Procurador-Geral da Fazenda Nacional:

14.1. Verbas recebidas a título de dano moral;

14.2. Valores recebidos a título de aposentadoria, reforma ou pensão, quando o beneficiário for portador do gênero patológico “cegueira”, mesmo que monocular;

14.3. Proventos de aposentadoria, reforma ou pensão recebidos por pessoa física com moléstia grave, independentemente da comprovação da contemporaneidade dos sintomas ou da recidiva da enfermidade;

15. O conceito dos juros de mora decorrente do recebimento de verbas trabalhistas está dispensado da retenção do imposto e da tributação na DAA, mas devem ser interpretados no contexto da perda de emprego, não se destinando à extinção do contrato de trabalho decorrente de pedidos de demissão por iniciativa unilateral do empregado;

16. Acrescenta-se novo artigo para informar que nos casos de redução de débitos inscritos em Dívida Ativa da União (DAU) e de débitos objetos de pedido de parcelamento deferido será admitida a retificação da declaração somente após autorização administrativa, desde que haja prova inequívoca do erro no preenchimento da declaração. Os débitos já inscritos em DAU, por gozarem de presunção de liquidez e certeza, e os débitos objeto de parcelamento, por serem decorrentes de confissão irrevogável e irretratável, não poderiam ter seus valores reduzidos, no entanto, não se pode negar a possibilidade da existência de erro de fato na declaração apresentada. Assim, permite-se a redução dos valores confessados na declaração após análise da Receita Federal da comprovação do erro apresentado pelo contribuinte.

17. introduz-se no texto da norma, o entendimento da Receita Federal em decisões recentes:

17.1. são indedutíveis as despesas médicas pagas em determinado ano-calendário quando incorridas em ano-calendário anterior e referentes a dependente tributário relacionado apenas na DAA do ano-calendário em que se deu a despesa;

17.2. As despesas de fertilização in vitro são consideradas dedutíveis somente na DAA do paciente que recebeu o tratamento médico;

17.3. Nas hipóteses de ausência de endereço nos recibos médicos, essa falta pode ser suprida, de ofício, caso conste essa informação nos sistemas informatizados da RFB;

17.4. As importâncias pagas, devidas aos empregados em decorrência das relações de trabalho, mesmo não integrando sua remuneração, se forem consideradas despesas necessárias à percepção da receita e à manutenção da fonte produtora, podem ser deduzidas;

17.5. Nos casos em que haja convenção ou acordo de trabalho, por constituírem obrigação do empregador, as despesas neles previstas são consideradas necessárias e, portanto, dedutíveis;

17.6. Esclarece-se, ainda, que é permitido aos cartórios deduzir as despesas com a contratação de carro-forte;

17.7. Por fim, altera-se o Anexo II da Instrução Normativa de modo a introduzir tabela progressiva anual a ser considerada a partir do exercício de 2017, ano-calendário de 2016.

Sobre a Fradema Consultores Tributários

Com atuação desde 1988, a Fradema Consultores Tributários possui forte atuação no contexto judicial e administrativo nas esferas federal, estadual e municipal, com sedes em todo o território nacional como nos estados do Distrito Federal, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo, Paraná e Amazonas.

A empresa elabora com eficiência e competência, defesas e pareceres, revisando todos os procedimentos a serem feitos baseados na legislação, a fim de tomar medidas apropriadas para cada caso. Tudo fundamentado em um planejamento cuidadoso e de uma supervisão fiscal permanente por parte da empresa. Por conta disso, hoje, a Fradema Consultores Tributários é uma das maiores e mais tradicionais empresas de consultoria tributária do País.

Os escritórios contam com um sistema informatizado desenvolvido pela própria Fradema nas áreas trabalhistas, contábil, fiscal, financeira, societária, gerencial e soluções via internet através de parcerias com empresas especializadas e para o total sucesso, conta com uma equipe de profissionais altamente qualificados e capacitados nas áreas onde atuam, utilizando-se ainda de colaboradores e consultores externos quando necessário.

Site: www.fradema.com.br | Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Caixa libera mais de R$ 8,7 bilhões para o crédito imobiliário

O banco informou que adotou a estratégia de execução mensal do orçamento para todas linhas de crédito imobiliário

A Caixa Econômica Federal anunciou a liberação suplementar de mais de R$ 8,7 bilhões.

A Caixa Econômica Federal anunciou a liberação suplementar de mais de R$ 8,7 bilhões para o crédito imobiliário. Os recursos são do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Com essa suplementação, a Caixa diz que terá recursos suficientes para normalizar o ritmo de contratações do Programa Minha Casa, Minha Vida para famílias com renda familiar bruta mensal de até R$ 4 mil.

Em nota, o banco informou também que os contratos que seriam finalizados pelas agências antes das novas medidas de redução das cotas, cujo percentual de financiamento poderia atingir até 80%, terão as condições mantidas e prorrogadas até o fim deste mês. Havia queixas de clientes de que os contratos de crédito habitacional, mesmo com carta de financiamento aprovada, estavam parados devido à falta de recursos.

“As avaliações dos imóveis em garantia ao crédito de pessoa física que tiveram sua validade expirada durante o período de transição serão renovadas automaticamente até o final do ano, garantindo a continuidade dos financiamentos”, acrescentou o banco, em nota. Em setembro, a Caixa reduziu para 50% do valor do imóvel o limite máximo de financiamento.

O banco informou que adotou a estratégia de execução mensal do orçamento para todas linhas de crédito imobiliário, “com objetivo de cumprir o orçamento anual disponível até dezembro”. Segundo a Caixa, as condições de contratações de imóveis novos não sofreram alterações, permanecendo as cotas de financiamento de até 80%. “Essa medida tem objetivo de manter aquecida a indústria da construção civil do país, responsável por gerar emprego e renda”, destaca a nota.

O banco disse ainda que a contratação do crédito imobiliário neste ano está cerca de 20% superior em relação ao mesmo período do ano passado. A Caixa emprestou mais de R$ 72,4 bilhões até o momento em todas suas modalidades de crédito imobiliário. Agência Brasil.

 

Petrobras aumenta gasolina em 2,3% e diesel, em 1,9%

A Petrobras anunciou na segunda,06, reajuste de 2,3% no preço da gasolina, o terceiro movimento de alta consecutivo este mês. Apenas em novembro, a gasolina vendida pela empresa tem aumento acumulado de 6,7%.

A empresa também subiu o preço do diesel, em 1,9%. Em comunicado, diz que as mudanças refletem a alta das cotações internacionais e a desvalorização do real ante o dólar.

Os reajustes tiveram que ser autorizados pelo Grupo Executivo de Mercado e Preços, que só atua quando a variação excede 7%, para cima ou para baixo, no prazo de um mês.

Até esse limite, os ajustes podem ser feito diretamente pela área técnica da companhia. Foi a segunda atuação do grupo – que é composto pelo presidente da empresa, Pedro Parente, e dois diretores —em 10 dias.

Feirão Limpa Nome da Serasa começa hoje com mais de mil empresas dispostas a conceder descontos e condições especiais

- Até o dia 30 de novembro, consumidores de todo o Brasil podem negociar dívidas atrasadas pela internet, com grandes, médias e pequenas empresas de diversos segmentos. Site interativo, desenvolvido para o evento, facilita a navegação -

São Paulo, 06 de novembro de 2017 – A partir de hoje até o dia 30 de novembro está no ar o Feirão Limpa Nome da Serasa Experian, que conta com a participação de mais de mil empresas de diversos segmentos (bancos e financeiras, cartões de crédito, telefonia, lojas e recuperadoras de crédito, entre outras), dispostas a dar condições especiais, com prazos de pagamentos diferenciados e (ou) descontos para a quitação das contas em atraso, para que seus clientes voltem a ter o nome limpo.

A negociação dos débitos em aberto pode ser feita pelo computador, tablet ou celular, com toda a segurança, em um site interativo, especialmente desenvolvido para a nova edição do Feirão Limpa Nome da Serasa Experian. Para participar, basta acessar o site www.feiraolimpanome.com.br.

Ao se cadastrar o consumidor será direcionado a uma página na qual estarão listadas as dívidas que constam na base de dados da Serasa e que podem ser negociadas com as empresas participantes. Também serão apresentados os canais de atendimento (telefones, e-mail, chat) disponibilizados por cada credor e, em alguns casos, ofertas pré-estabelecidas por meio de boleto bancário ou até mesmo simular, escolher a melhor condição de pagamento e gerar o boleto de forma online.

O site é desenvolvido em ambiente protegido, o que garante a proteção aos dados do consumidor. Assim, quem não tiver internet em casa, pode usar qualquer computador, celular ou tablet para negociar. Na última edição do Feirão Limpa Nome da Serasa, 320 mil consumidores limparam o nome.

Mapa da inadimplência

Segundo estudo desenvolvido pela área de Decision Analytics da Serasa Experian, em setembro de 2017, o número de consumidores inadimplentes no país chegou a 60,5 milhões, 1,51% a mais do que em setembro de 2016, quando eram 59,6 milhões. O montante alcançado pelas dívidas no nono mês deste ano foi de R$ 267,5 bilhões, com média de quatro dívidas por CPF, totalizando R$ 4.422,00.

A maior concentração dos negativados tem entre 41 e 50 anos (19,5% do total). Em segundo no ranking de participação entre os inadimplentes estão os jovens de 18 a 25 anos, que respondem por 14,6% do total.

Veja, na tabela ao lado, os percentuais referentes a todas as faixas etárias.

Os homens representavam 50,9% dos inadimplentes em setembro/2017. A maioria das dívidas foi contraída junto aos setores bancários e de cartão de crédito (29,6% do total). Na comparação com setembro/2016 houve queda de 0,6 ponto percentual nas dívidas nesse segmento. O setor de utilities (energia elétrica, água e gás) respondeu por 17,8% do total de débitos em atraso, aumento de 0,6 ponto percentual na comparação com setembro/2016.

Telefonia alcançou 11,7% do montante: queda de 0,2 ponto percentual em relação a setembro de 2016. Já a inadimplência do varejo era de 13,8% em setembro deste ano, aumento de 0,7 ponto percentual na comparação com o mesmo mês de 2016. O setor de serviços respondeu por 10,7% da inadimplência, queda de 2 pontos percentuais em relação a setembro de 2016.

Inadimplência por região

O estudo também mostra que, em setembro/2017, a região com maior percentual de inadimplentes do país era a Sudeste, com 54,0% do total, seguida pela região Nordeste, com 16,5%. O Sul ficou em terceiro, com 15,6% dos negativados.

Procura por limpar o nome aumentou no semestre

No primeiro semestre de 2017 o número de consumidores que utilizaram o serviço Limpa Nome da Serasa para negociar dívidas em atraso aumentou 65,3% em relação aos primeiros seis meses de 2016.

Feirão Limpa Nome é oportunidade

“O consumidor deve aproveitar a oportunidade da nova edição do Feirão Limpa Nome  para limpar o nome, renegociando com condições de pagamento que caibam em seu bolso para sair da inadimplência”, diz diretor de estratégia e gestão Serasa, Raphael Salmi. “Este ano decidimos por realizar o feirão 100% online para ampliar a oportunidade e ajudar o maior número de consumidores em todo o Brasil. Estamos na época de recebimento do 13º salário, e quem possui benefício, é recomendável que priorize o pagamento da dívida com este recurso”.

Todas as empresas participantes do Feirão Limpa Nome oferecem vantagens exclusivas aos consumidores para a negociação de pendências financeiras. Para isso, elas têm à disposição diferentes ferramentas de recuperação da Serasa Experian, o que lhes permite uma análise detalhada da situação de cada cidadão. “Cada empresa oferece uma proposta individualizada, com o objetivo de facilitar a conversa e proporcionar um bom resultado ao final do acordo ”, explica o executivo.

Consumidor deve se preparar antes de renegociar

O consumidor precisa fazer um bom planejamento antes de negociar uma dívida, colocando na ponta do lápis todas as despesas fixas e as dívidas já assumidas ou previstas. Assim, é possível saber quanto deve sobrar para pagar a nova dívida que será negociada (ou mais, se for o caso), escolhendo quais as condições e formas de pagamento melhor se encaixam no orçamento.

Para ajudar a população, o SerasaConsumidor, disponibiliza gratuitamente no site o e-book Como se preparar para a negociação de dívidas, com uma série de dicas para fazer uma boa negociação e limpar o nome.

AGENDA

Feirão Limpa Nome Online

Data: de 6 a 30 de novembro.

Horário: 24 horas por dia

Site: www.feiraolimpanome.com.br

 

Estudo da Serasa Experian revela retrato inédito das empresas brasileiras

- Mosaic Business divide as companhias do país em sete grupos dominantes, encabeçados pelo segmento denominado “Na Luta”, o mais representativo (33,61% do total), no qual predominam os negócios com alto risco de crédito que lutam para se recuperar -

São Paulo, 19 de outubro de 2017 – A Serasa Experian anuncia hoje o Mosaic Business, mais completa solução de segmentação de empresas já desenvolvida no Brasil. O levantamento é um inovador e acurado retrato dos perfis das empresas do país e tem como objetivo prover dados para que elas possam traçar estratégias B2B e desenvolver serviços e produtos para os diversos grupos. O estudo divide as cerca de 17 milhões de empresas ativas do país em 7 grupos dominantes, subdivididos em 54 segmentos, e leva em consideração mais de 150 variáveis, como a natureza jurídica, o desempenho, o setor, a quantidade de empregados, entre outras informações, além de métodos estatísticos avançados.

O Mosaic Business revela que o grupo predominante no atual universo de empresas brasileiras é denominado “Na Luta”, que representa 33,61% do total de empresas e é composto por negócios cujos indicadores financeiros podem mostrar um estado de instabilidade, levando-as a buscarem recuperação financeira. Essas empresas têm, predominantemente, acima de 5 anos e um risco de crédito médio ou alto. Em termos de porte, a maioria é Microempreendedor Individual (MEI) e Microempresa (ME). Os demais grupos apontados pelo estudo são, nessa ordem: “No Começo”, “Bom Caminho”, “Pequenas Especializadas”, “Maduras”, “Administração Pública e Terceiro Setor” e “Poder de Fogo”. Veja mais detalhes sobre cada grupo no site www.serasaexperian.com.br/mosaicbusiness.

Segundo Fernando Rosolem, gerente de Marketing Services da Serasa Experian, a retração nas vendas e no ritmo de produção pela qual tem passado a economia brasileira tem debilitado o fluxo de caixa das empresas, resultando na alta representatividade do grupo “Na Luta”. “As dificuldades de acesso ao crédito, que se mantém caro e escasso, prejudica a gestão financeira das empresas brasileiras. Fatores como esses levam o grupo “Na Luta” a ser o mais significativo do estudo. Isso não significa que essas empresas não irão se recuperar, e sim que passam por algum momento de instabilidade, que pode ser passageiro”, completa Rosolem.

O subgrupo mais representativo dentro do grupo “Na Luta” é chamado de “Fôlego do Dono” (6,21% do total de empresas do país) e é composto por microempresas que faturam menos de R$ 360.000,00 ao ano, com alto ou médio risco de crédito, mas que os sócios possuem uma renda maior em relação aos outros segmentos dentro do mesmo grupo. Isso pode ser um diferencial positivo mesmo em momentos de dificuldades.

Confira tabela abaixo a tabela completa com todos os sete grupos 54 segmentos apontados pelo estudo Mosaic Business:

Rosolem explica que as aplicações para os dados como esses, apresentados pelo estudo Mosaic Business, são diversas: conhecimento do cliente, estratégias de vendas, prospecção inteligente, gerenciamento de carteira, expansão, entre outras. “É essencial que os empresários entendam qual é o perfil das empresas brasileiras antes de traçar suas estratégias de negócios. A segmentação baseado em faturamento ou porte é usual em nosso mercado, mas não reflete a riqueza de características e diferenças existente entre as empresas”, afirma.

“No Começo” e no “Bom Caminho”

O estudo aponta que o grupo denominado “No Começo” é o segundo com maior representatividade no volume total de empresas, com 29,43%. É composto por empresas com menos de cinco anos e predominância de dois anos de idade, ou seja, é o grupo das empresas mais novas do Brasil: entre Microempreendedores Individuais (MEIs), Microempresas, Pequenas e Médias Empresas. Os Jovens Empreendedores em Ascenção, subgrupo mais representativo dentro de “No Começo”, engloba os Microempreendedores Individuais que possuem boa situação de crédito e com indicadores financeiros que sugerem crescimento.

Em terceiro lugar entre os perfis predominantes entre as empresas brasileiras aparece o grupo “Bom Caminho”, composto por empresas sólidas em relação aos seus indicadores financeiros. Suas operações indicam bom funcionamento, principalmente em comparação com as outras empresas do mesmo porte. Este grupo representa 14,77% do total e é subdividido em nove diferentes segmentos, encabeçados por Comerciantes Experientes de Sucesso, com microempreendedores individuais com baixo risco de crédito, presente tanto nas empresas quanto nos sócios, indicando um ótimo caminho.

“Pequenas Especializadas” e “Maduras”

O quarto grupo predominante no universo de empresas brasileiras é denominado “Pequenas Especializadas”, que representa 8,43% do total e engloba pequenas empresas com indicadores financeiros estáveis e que possuem comportamento ou necessidade específicas. Natureza jurídica e/ou CNAE peculiar é determinante para este grupo, que inclui empresas como restaurantes, bares e cafés, companhias de alta especialização técnica e científica e produtores rurais, entre outros. O subgrupo “Produtores Rurais” é o mais representativo dentro das “Pequenas Especializadas”.

Em quinto lugar no ranking aparece o grupo “Maduras”, com as empresas sólidas e tradicionais, que possuem, no geral, acima de 20 anos. A experiência dessas empresas é um diferencial em relação as outras do mesmo porte e representam 6,43% do total. Microempresas Veteranas e Estáveis formam o subgrupo que se destaca dentro de “Maduras”.

“Administração Pública e Terceiro Setor” e “Poder de Fogo”

O sexto lugar fica por conta das empresas de “Administração Pública e Terceiro Setor”, que são 7,03% do total e, como o nome já diz, se caracterizam por empresas públicas ou sem fins lucrativos. São empresas de pequeno porte e com bons indicadores financeiros, com destaque para as ONGs.

Por último, em sétimo lugar, o grupo com o menor percentual de empresas, com apenas 0,35% do total, foi batizado de Poder de Fogo. A razão é que as empresas inseridas nesse segmento são as maiores do Brasil, com faturamento acima de R$ 16 milhões anuais. Possuem mais de dez importadoras e exportadoras. Entre os subgrupos, destaque para “Setor Financeiro”.

Sobre o Mosaic Business:

A Serasa Experian, por meio de métodos estatísticos avançados e utilizando seu portfólio de dados, desenvolveu uma solução única no mercado de segmentação de empresas, dividindo as empresas do Brasil em 7 grupos e 54 segmentos. Foram utilizadas diversas variáveis como: natureza jurídica, tipo de empresas, filiais, empregados, desempenho e indicadores financeiros, setor, porte, entre outros, além de uma rigorosa validação de profissionais experientes em inteligência de dados no mundo B2B. O estudo leva em conta as cerca de 17 milhões de empresas ativas do país, de acordo com os critérios da Receita Federal.

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Serasa Experian

A Serasa Experian é líder na América Latina em serviços de informações para apoio na tomada de decisões das empresas. No Brasil, é sinônimo de solução para todas as etapas do ciclo de negócios, desde a prospecção até a cobrança, oferecendo às organizações as melhores ferramentas. Com profundo conhecimento do mercado brasileiro, conjuga a força e a tradição do nome Serasa com a liderança mundial da Experian. Criada em 1968, uniu-se à Experian Company em 2007. Responde on-line/real-time a 6 milhões de consultas por dia, auxiliando 500 mil clientes diretos e indiretos a tomar a melhor decisão em qualquer etapa de negócio.

Constantemente orientada para soluções inovadoras, a Serasa Experian vem contribuindo para a transformação do mercado de soluções de informação, com a incorporação contínua dos mais avançados recursos de inteligência e tecnologia.

Para mais informações, visite www.serasaexperian.com.br

Experian

A Experian é líder mundial em serviços de informação. Nos grandes momentos da vida - desde comprar um carro, passando por mandar seu filho para a faculdade, até a crescer o negócio se conectando com novos clientes - nós empoderamos consumidores e empresas a gerenciarem seus dados com confiança. Nós ajudamos as pessoas a tomarem o controle de suas vidas e acessarem serviços financeiros, os negócios a tomarem decisões mais inteligentes e prosperarem, os credores a emprestarem de forma mais responsável e as organizações a prevenirem fraude de identidade e crime.

Empregamos cerca de 16.000 pessoas em 37 países e a cada dia estamos investindo em novas tecnologias, profissionais talentosos e inovação para ajudar todos os clientes a maximizarem cada oportunidade. A Experian plc está listada na Bolsa de Valores de Londres (EXPN) e compõe o índice FTSE 100.

Saiba mais em www.experianplc.com ou visite o nosso hub de conteúdo global para as últimas notícias sobre a empresa www.experian.com/blogs/news.

 

6 vantagens do microcrédito produtivo para as microempresas

- O capital beneficia pessoas de baixa renda e pequenos negócios, sendo utilizado também como capital de giro. As instituições financeiras autorizadas e supervisionadas pelo Banco Central garantem que o microempreendedor e o público em geral não sejam vítimas de fraude. Você sabe porquê? -

São Paulo, outubro de 2017 – Muito se fala em microcrédito produtivo, mas, nem todos conhecem efetivamente o que significa e para quem o recurso é destinado. No momento em que os postos de trabalho foram reduzidos no País, por conta da crise financeira, já são mais de 13 milhões de desempregados, segundo o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. E é aí que muitas pessoas acabam abrindo o próprio negócio para ter uma fonte de renda.

Mas, onde e como levantar dinheiro para dar o primeiro passo? Quais são as linhas de financiamento disponíveis no mercado? Qual é a que atende mais o meu perfil? E as melhores taxas? Quais instituições financeiras poderão apoiar neste momento? Essas e outras perguntas passam pela cabeça de qualquer empreendedor. Para responder essas e outras questões, Ricardo Assaf, presidente da ABSCM – Associação Brasileira das Sociedades de Microcrédito, elenca as principais perguntas dúvidas sobre o assunto.

A atividade de microcrédito passou a ser difundida no Brasil na década dos anos 70. No final dos anos de 1990, surgem as primeiras iniciativas por meio de políticas públicas e, em 2005, foi criado o PNMPO – Programa Nacional de Microcrédito Produtivo e Orientado, com o propósito de facilitar e ampliar o acesso financeiro às pessoas físicas e pequenos empreendedores, visto a dificuldade que encontram para a comprovação de garantias.

Pela lei, o microcrédito produtivo precisa ser orientado para que o microempreendedor possa fazer o uso consciente do recurso e não de forma aleatória, sem critério. “Por intermédio de um agente de crédito é feito o levantamento de dados socioeconômicos do microempreendedor, com o objetivo de avaliar o potencial do negócio, a necessidade do financiamento, a gestão para o desenvolvimento do empreendimento, bem como a capacidade de pagamento do tomador”, explica Ricardo Assaf, presidente da ABSCM – Associação Brasileira das Sociedades de Microcrédito.

As SCMEEPPs - Sociedades de Crédito ao Microempreendedor e à Empresa de Pequeno Porte, regulamentadas desde 2001 pelo Banco Central do Brasil, é uma alternativa segura de financiamento, porque dependem da tutela e são supervisionadas pelo BACEN. E, além disso, são especializadas em conceder microcrédito de acordo com o tipo de negócio e perfil do cliente, a partir de uma análise minuciosa do microempresário, da família e seu negócio (atividade produtiva).

Quem pode contratar o microcrédito produtivo?

Empreendedores formais e informais, MEIs, PF ou PJ, de micro à pequena empresa, com faturamento bruto anual de até R$ 200 mil. O microcrédito tem a finalidade de financiar as atividades produtivas, conforme metodologia específica estabelecida em lei regulamento, sobretudo beneficiando pessoas de baixa renda.

Em quais situações o recurso pode ser utilizado?

Quando o microempreendedor precisa de capital de giro, ou seja, comprar insumos, matéria-prima, pagar aluguel ou investir no negócio, assim como a compra de máquinas para trabalhar, geladeira para fazer sorvetes, carrinho de pipoca, utensílios para o salão de beleza, e assim por diante.

Quais são as principais vantagens do microcrédito?

1. Capital de giro momentâneo;

2. Recurso financeiro para investimento na melhoria do negócio;

3. Taxa de juros mais baixa que a aplicada pelos bancos;

4. Assessoramento do negócio pelo agente especializado de crédito;

5. Aval Solidário (neste tipo de negociação, se uma pessoa do grupo não cumpre o pagamento do crédito, todas as outras são solidariamente responsáveis pela dívida;

6. Metodologia simplificada para a concessão do crédito.

Levantamento feito pela Techfoliance, comunidade internacional de especialistas que estudam a performance da tecnologia em vários lugares do mundo, revelou que mais de 55 milhões de pessoas ainda não possuem uma conta bancária no Brasil e cerca de 40% da população permanecem excluídas do sistema bancário tradicional.

Estudo da AMM revela que 263 municípios mineiros poderão ter redução de R$ 332 milhões no orçamento de 2018

Um estudo do departamento de Economia da AMM aponta que, em 2018, pelo menos 263 municípios, 33,18% dos 853, poderão ter queda na receita do ICMS, no valor total de R$ 332 milhões. A análise foi feita com base na divulgação da Resolução da Secretaria de Estado da Fazenda, do índice do Valor Adicional Fiscal (VAF) previsto para 2018. “A desaceleração da economia, queda na arrecadação estadual, além de incorreções no preenchimento das declarações do VAF pelos contribuintes do ICMS, acompanhamento dos municípios e, a falta de fiscalização por parte do Estado levarão muitos municípios a receberem, em 2018, repasses com valores inferiores do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)”, explica o presidente da AMM e prefeito de Moema, Julvan Lacerda.

Já os demais 570 municípios poderão, juntos, contar com orçamento melhor, na mesma proporção, de R$ 332 milhões. “O estudo analisa a situação de cada município no comportamento da receita ainda em estágio provisório e serve como alerta, tendo em vista o prazo para recurso, mesmo para aqueles que sinalizaram valores positivos”, afirma a assessora do departamento de Economia da AMM, Angélica Ferreti.

VAF

Conforme publicado pela Secretaria da Fazenda do Estado de Minas Gerais, no Diário Oficial, a Resolução nº 5.046, de 6 de outubro de 2017, divulga os índices do Valor Adicionado Fiscal (VAF) para 2018, que têm caráter provisório e podem ser impugnados até 6 de novembro de 2017.

De acordo com o artigo 3º I, da Lei Complementar Federal nº 63/90, 75% são distribuídos na proporção do índice do VAF dos 25% do ICMS arrecadado do Estado.

O VAF de um município corresponde ao valor que se acrescenta (adiciona) nas operações de entradas e saídas de mercadorias e/ou prestações de serviços de transporte e de comunicação em seu território, em determinado ano civil. O VAF dos municípios mineiros é apurado pela Secretaria de Estado da Fazenda (SEF), com base em declarações transmitidas pelas empresas e em documentos emitidos por produtores rurais, cujas operações/prestações aconteceram em seus respectivos territórios.

Os índices de irregularidades do VAF têm mostrado ausência de informações e a omissão de dados dos contribuintes. A transferência de produtos e mercadorias de uma mesma titularidade é o caso mais comum no preenchimento incorreto dos formulários. Ao preencher os dados no campo indevido, os contribuintes acabam contabilizando o preço de custo e esquecem o preço de venda. Mesmo que os dados estejam incompletos, as empresas devem entregar os formulários para evitar multa.

Quando há incorreções, os municípios podem fazer uma impugnação, por divergências no processo de apuração dos dados e dos índices do VAF. A impugnação deve ser clara e fundamentada, com as hipóteses acompanhadas das razões e documentos que a justifiquem, identificando o declarante e a operação ou situação sobre a qual haja divergência.

Prefeitos devem ficar atentos

O prazo para protocolar é até 06/11/2017: 30 dias a contar da data de publicação dos índices provisórios, feita por meio de Resolução do Secretário da SEF/MG, em 07/10/2017.

Destinatário/Protocolar: A impugnação será protocolada na Administração Fazendária da circunscrição do impugnante, acompanhada de arquivo eletrônico contendo a petição e os documentos que a instruem.

Localidades do protocolo: Secretaria Estadual de Fazenda mais próxima do município. Mais informações no site: www.fazenda.mg.gov.br.

Atenção: A intempestividade na entrega de declaração não constituirá motivo de impugnação. Considera-se intempestivo o documento transmitido, pela primeira vez, via internet, ou entregue na Administração Fazendária, após trinta dias contados da data de publicação desta resolução.

Acolhidas as razões, a SEF/MG providencia as correções. Caso a impugnação seja indeferida, comunica-se o interessado das razões da não admissão.

Confira no nosso portal as tabelas que apresentam os valores da variação da receita do VAF (75% do ICMS) comparando o índice provisório 2018 em relação ao atual, de 2017. Observa-se quanto os municípios poderão perder ou ganhar, em 2018, no repasse do ICMS.

Confira a resolução: RESOLUÇÃO Nº 5.046, DE 6 DE OUTUBRO DE 2017 (MG de 07/10/2017)

Divulga os Valores Adicionados Fiscais (VAF) e fixa os índices do VAF dos municípios, em caráter provisório, na parcela do ICMS que lhes pertence, para o exercício de 2018.

RESOLVE:

Art. 1º – Os Valores Adicionados Fiscais (VAF) e os respectivos índices dos municípios na parcela do ICMS que lhes é destinada, para o exercício de 2018, são, em caráter provisório, os constantes do Anexo Único desta resolução.

Art. 2º – No prazo de até trinta dias, contado da data da publicação desta resolução, o município ou a Associação de Municípios, por meio de representantes legais, poderá impugnar na Secretaria de Estado de Fazenda os dados e os índices apurados.

1º – Na impugnação será alegada, de uma só vez, a matéria relacionada com a divergência, contendo a descrição dos fatos e instruída com os documentos comprobatórios.

2º – A impugnação será protocolizada na Administração Fazendária da circunscrição do impugnante acompanhada de arquivo eletrônico contendo a petição e os documentos que a instruem.

3º – A intempestividade na entrega de declaração não constituirá motivo de impugnação.

4º – Para os efeitos do disposto no § 3º, considera-se intempestivo o documento pela primeira vez transmitido via internet ou entregue na Administração Fazendária após trinta dias contados da data de publicação desta resolução.

Art. 3º – Na hipótese de impugnação, no prazo de até cinco dias, contado da protocolização, a Administração Fazendária emitirá parecer fundamentado e conclusivo sobre o pedido e o encaminhará à Divisão de Assuntos Municipais, da Diretoria de Cadastros, Arrecadação e Cobrança da Superintendência de Arrecadação e Informações Fiscais (DAM/DICAC/SAIF), juntamente com o arquivo eletrônico, para decisão.

Art. 4º – A declaração do VAF que apresentar indício de irregularidade constatado pela DICAC/SAIF será substituída ou terá os valores justificados pelo contribuinte, via internet.

Parágrafo único – A declaração de que trata o caput, que não retornar à DICAC/SAIF com a devida correção ou justificativa no prazo de dez dias, contado da emissão do Indício de Irregularidade, terá os valores, em desacordo com a legislação, excluídos da apuração do movimento econômico dos municípios.

Art. 5º – As declarações substituídas após o dia 30 de novembro de 2017, exceto as oriundas de indícios de irregularidade, não serão incluídas na apuração do VAF.

Art. 6º – Os valores adicionados e os índices de participação dos municípios serão publicados em caráterdefinitivo, no prazo de até sessenta dias, contado da data de publicação desta resolução, e após o julgamento das impugnações.

Art. 7º – Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Belo Horizonte, 6 de outubro de 2017, 229º da Inconfidência Mineira e 197º da Independência do Brasil.

JOSÉ AFONSO BICALHO BELTRÃO DA SILVA

Secretário de Estado de Fazenda

Fundação João Pinheiro apresenta resultados preliminares da economia mineira em 2017

- Seminário de Conjuntura apresentou avaliação do panorama geral dos mais recentes indicadores macroeconômicos das economias brasileira e mineira -

Os resultados consolidados da economia mineira referentes a 2017 foram apresentados e discutidos na manhã de quarta-feira, 18, em mais um seminário da série Conjuntura Econômica de Minas Gerais.

Realizado a cada quadrimestre pela Fundação João Pinheiro (FJP), o evento apresenta a avaliação preliminar do panorama geral dos mais recentes indicadores macroeconômicos das economias brasileira e mineira. Nesta edição, o evento contou com as participações do Secretário Desenvolvimento Agrário, Neivaldo de Lima Virgílio, e do Secretário Adjunto de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Amarildo José Brumano Kalil.

2º trimestre

Agropecuária - No segundo trimestre de 2017, o volume do valor adicionado pela agropecuária mineira diminuiu -0,2% em relação ao trimestre anterior na série com ajuste sazonal. Para o Brasil não houve variação na mesma base comparativa. Em relação ao primeiro trimestre de 2016, a agropecuária de Minas Gerais cresceu 4,7% e a do Brasil, 14,9%.

A evolução do setor no Estado foi favorecida pela produção de grãos, com safras recordes de milho e soja e grande colheita de feijão, o que contribuiu para abrandar a pressão negativa da retração da produção de café, principal produto da pauta agrícola mineira.

O Secretário Desenvolvimento Agrário de Minas Gerais, Neivaldo de Lima Virgílio, destacou e que a Seda atua em dois eixos principais, que são a regularização fundiária e o fortalecimento da agricultura familiar, desde a produção até o processo de comercialização.

“É importante frisar a relevância da regularização fundiária para que os agricultores possam ter acesso a créditos e programas de governo”, observou. “Minas Gerais tem a segunda maior população rural do país e temos na secretaria a preocupação de fortalecer a produção e comercialização dos produtos da agricultura familiar. Mesmo com toda essa crise que estamos vivenciando no país, ainda conseguimos ver a agricultura familiar dando bons resultados”, ponderou.

De acordo com o Secretário Adjunto de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Amarildo José Brumano Kalil, o desenvolvimento agrário do Estado tem sistematicamente aumentado sua produção. “Somos extremamente competitivos na produção de alimentos. A agricultura ocupa hoje 13,3% da área do Estado e a pecuária 32,2%, o que totaliza 45% do território mineiro”, afirmou.

Para ele, os maiores desafios do setor passam pelo combate à pobreza rural e à escassez da água, pela preservação do meio ambiente e pela produção de energia renovável. “O produtor tem que ser protagonista nisso e estamos trabalhando pela agricultura sustentável”, disse. “Temos como desafio a adaptação ao novo cenário do setor agropecuário, com o emprego de zootecnia e agricultura de precisão e de tecnologia, além das questões de sucessão no campo e escassez de água”, completou.

Serviços - O setor de serviços, responsável por aproximadamente dois terços do Valor Adicionado (VA) da composição da economia mineira, tem aumentado sua participação em relação ao PIB, tanto no Estado como no país. No 2º trimestre de 2017 o setor apresentou crescimento de 0,5% em Minas Gerais e de 0,6% no Brasil.

Mercado de trabalho - No segundo trimestre de 2017 a População Economicamente Ativa (PEA) de Minas Gerais aumentou 0,9% em relação ao trimestre anterior e 1,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Dados da PNAD contínua estimaram uma taxa de desemprego de 12,2% para o Estado no segundo trimestre de 2017, com variação negativa de 1,5 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre anterior e aumento de 1,3 p.p. ante o segundo trimestre de 2016.

De acordo com o Caged/Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Minas Gerais teve um saldo líquido positivo de 53,2 mil postos de trabalho entre admissões (441,7 mil) e desligamentos (388,5 mil) no período.

2º quadrimestre

Finanças Públicas - No segundo quadrimestre de 2017 a situação das contas públicas do governo mineiro continuou delicada, uma vez que, de janeiro a agosto, foi registrado déficit de R$ 2,14 bilhões.  Mesmo assim, o quadro fiscal tem se mostrado um pouco mais favorável do que o previsto.

A intensificação das ações de fiscalização e a implementação do Plano de Regularização de Créditos Tributários (Novo Regularize) contribuíram para amenizar os impactos da recessão econômica e a arrecadação dos principais tributos (ICMS e IPVA) apresentou desempenho melhor do que o Produto Interno Bruto nos últimos doze meses, enquanto as despesas com pessoal, que no fechamento de 2016 apresentou incremento nominal de 8,9%, teve acréscimo nominal inferior nos oito primeiros meses de 2017 (6,7%).

1º semestre

Indústria - No primeiro semestre de 2017 o desempenho do setor industrial de Minas Gerais sofreu retração de 1,0% em relação ao mesmo período de 2016 no índice de volume do valor adicionado. Na mesma base de comparação, a indústria extrativa foi a única que ampliou o índice de volume (10,4%).

Por sua vez, a indústria de transformação apresentou em julho de 2017 produção física 6,2% maior do que a de dezembro de 2016 na série com ajuste sazonal e média móvel. Mesmo assim, o acumulado do primeiro semestre ainda foi 0,5% menor que o verificado para o mesmo período de 2016 na série sem ajuste sazonal.

Comércio Exterior - No acumulado de janeiro a agosto de 2017 a balança comercial de Minas Gerais foi superavitária, com saldo comercial de US$ 12,2 bilhões, o melhor valor alcançado entre os estados brasileiros no mesmo período.

Na comparação com o 1º semestre de 2016, o montante ultrapassou em 28,0% o saldo de US$ 9,5 bilhões observado. No Brasil o superávit variou 48,6% ao aumentar de US$ 32,4 bilhões para US$ 48,1 bilhões.

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