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MÉDICO HOMENAGEADO

O médico valadarense Márcio Soares Pena e sua Legilda. Ele do Instituto de Nefrologia do Hospital Dom Samaritano, foi homenageado pela  jornalista Sayonara Calhau com o Troféu Aplauso, um das mais conceituadas premiação do calendário empresarial e social de toda a região do Leste Mineiroi e do Vale do Aço. Foi em setembro-29, nos salões do Ilusão Esporte Clube.

 

CEMIG: vendendo a casa para pagar o almoço

Entre os danos estruturais provocados pelo neoliberalismo, nada mais emblemático do que a venda das maiores usinas da CEMIG para multinacionais. Elas representam o pior tipo de capital estrangeiro porque não representam a criação de ativos novos, nem empregos, nem agregam valor ao Pais, mas aumenta a base para remessa de dividendos de um ativo construído por brasileiros com recursos nacionais. E pior, ainda comemoram.andre É uma regressão histórica que poucos países viram acontecer em tempos de paz.

A maior compradora foi uma companhia estatal chinesa. É do sistema chinês importar toda engenharia e equipamentos para suas empresas no exterior vindos da China, também usam suas empresas para empregar chineses ao máximo.

É o pior tipo de comprador para a pior das privatizações que se pode imaginar.

É uma regressão histórica que poucos países viram acontecer em tempos de paz.​

A CEMIG foi fundada por Juscelino Kubitschek que construiu um grande parque hidroelétrico em Minas Gerais, até então Estado carente de energia, suprida que era especialmente por empresas americanas que não investiam no potencial hidroelétrico do Estado.

As usinas, começando por Três Marias, foram construídas com recursos do Estado de Minas Gerais, recursos nacionais, projeto nacional, engenharia nacional, mão de obra nacional.

Agora quatro das maiores usinas da CEMIG, mais de um terço de sua capacidade de geração, são vendidas para fazer caixa para a União, caixa que será queimada em poucos dias para pagar juros e supersalários, os recursos da venda não têm nenhuma destinação estratégica, vão sumir na fogueira do déficit federal continuado, que segue ainda maior em 2018.

Mas o déficit continuará até aumentado no próximo ano, o que será então vendido?

Que tal a Amazônia? Imagine o valor da madeira serrada na floresta. Venda de terras férteis para chineses também seria um bom negócio, faz caixa rápido, ao gosto dos “ajustistas”.

O insano plano econômico tem como objetivo maior manter o valor do capital rentista que consome a maior rubrica do orçamento federal, o pagamento de juros da dívida pública. O plano não tem qualquer meta de investimento público, hoje no seu nível mais baixo na história econômica do Brasil, não se investe nada e nem há ideia de investir, a infraestrutura já feita vai deteriorar, nova não será construída por falta de dinheiro, que só falta na ideologia rentista, governos mais inteligentes sabem fazer dinheiro e investir no País. O Brasil não é um País pobre de recursos como a Grécia, que tem que importar comida e combustível.

O objetivo principal do plano é assegurar inflação cada vez menor para com isso garantir o capital rentista que beneficia as classes mais altas e o capital especulativo estrangeiro.

Para atingir tal objetivo não há espaço para investimentos públicos, que são exatamente aqueles que dariam empregos aos brasileiros de mais baixa renda. Construção de obras de infraestrutura gera empregos na faixa mais crítica do desemprego, aquela onde está a maior crise social de hoje. Investimentos em infraestrutura geram também empregos técnicos na área de engenharia, setor no qual o Brasil já foi campeão mundial em vários setores, como construção de barragens, hoje um deserto de engenheiros desocupados.

O programa econômico não tem nada para o crescimento do Brasil, é apenas um plano de tesouraria, de administração de caixa, de fazer dinheiro para garantir os juros do rentismo.

O plano econômico Meirelles/Goldfajn tem metas definidas, garantir o capital financeiro.

Não tem meta alguma para o emprego, alegando que este virá do investimento privado.

Não há na história econômica saída de recessão sem ação do Estado, mas a ação do Estado não pode existir no atual plano econômico. Ao contrário, as privatizações visam diminuir o papel do Estado na economia, usando o dinheiro das privatizações na fogueira dos juros e dos salários da alta burocracia, em uma operação de curto prazo sem qualquer horizonte.

CUIDANDO DE TRINTA MILHÕES DE BRASILEIROS

Grosso modo, há no Brasil uma classe abonada que, na melhor das hipóteses, chega a 30 milhões de brasileiros e é para essa classe que se faz a atual política econômica.

Qual projeto existe para os outros 170 milhões de brasileiros? Um projeto para esse grupo majoritário simplesmente não existe no atual plano econômico, como se essas pessoas fossem uma nuvem invisível ou um estorvo para a economia.

Na realidade falar em plano é inapropriado, trata-se de algo menor, é um simples programa financeiro para garantir câmbio favorável para o capital voltar protegido de qualquer risco de conversão e garantir câmbio barato para as férias da classe média alta.

Trata-se do primeiro programa na História econômica moderna do Brasil, desde 1930, que não tem qualquer papel para a indústria e para o emprego. O foco único é a garantia do capital e de seus juros, especialmente o capital especulativo de fundos estrangeiros.

Nesse contexto é que se explica a traumática privatização de usinas construídas com capital e trabalho exclusivamente nacionais, vendidas a grupos chineses e europeus, processo que não vai gerar um único quilovate adicional e um único emprego novo.

Na primeira Era das Privatizações no Governo FHC havia um projeto nacional, projeto ruim mas era um projeto com começo, meio e fim, com uma visão de Pais, uma visão neoliberal mas assim mesmo era um projeto nacional de longo prazo com sua lógica interna.

Nas atuais privatizações não há projeto algum, é só fazer caixa, nada mais. A entrada de caixa é imediatamente jogada na fogueira das despesas correntes, sem pensar no dia seguinte.

Ao fim do processo queimou-se o patrimônio físico do País, não se resolveu o desequilíbrio fiscal de forma permanente, no ano seguinte o desequilíbrio continua e já não há mais o que vender porque o estoque de ativos é finito, na primeira Era das Privatizações já se vendeu boa parte do patrimônio nacional, agora trata-se da venda do que sobrou.

A MÍDIA ECONÔMICA

Na mídia econômica da grande imprensa, que no Brasil segue a linha oficial, caso único no mundo, a privatização de usinas prontas e amortizadas apenas para fazer caixa não mereceu qualquer reparo. Ao contrário, o feito foi saudado nessa mídia como prova de confiança no País. Entrega-se patrimônio nacional a chineses e isso é visto como uma vitória.

A sempre onipresente e onisciente Miriam Leitão gastou seu horário do dia seguinte ao leilão para falar de miudezas do PIS-PASEP, não dando nenhuma importância à privatização das usinas da CEMIG, algo que emocionou no sentido de perda a grande parte dos mineiros. Mas Miriam, sendo mineira de Caratinga, não se emocionou e nem tocou no assunto, afinal a linha da GLOBO é a favor do ajustismo na sua última escala. O coro canta unido, Sardenberg, Miriam, Merval, apenas destoa, às vezes Monica de Bolle, que tem luz própria.

LIQUIDAÇÃO DE ATIVOS

Privatizações de ativos importantes e estratégicos estão sendo executadas a toque de caixa para fazer caixa, sem qualquer ideia sequer remota de interesse nacional a longo prazo.

Essa é a consequência de se entregar o controle absoluto da economia do País a delegados do capital financeiro internacional sem nenhuma ligação com um projeto de pais.

Lembra certos diretores financeiros (CFO) de empresas em dificuldades contratados por “headhunters” a peso de ouro que adotam medidas de curtíssimo prazo de geração de caixa, salvam o balanço do ano e seu salário e bônus, mas matam o futuro da empresa.

Há casos clássicos desse tipo de atuação, corta-se toda manutenção, pesquisa, vende-se todo o estoque com grandes descontos, dispensa os funcionários mais experientes e mais caros, vende as melhores máquinas, vende o prédio e passa a pagar aluguel, tudo isso gera caixa no curto prazo mas inviabiliza a empresa no longo prazo.

O caso mais clássico desses “salvadores do caixa” é o de Alfred Dunlap, CEO da fabricante de aparelhos eletrodomésticos SUNBEAM em 1996, apontado como gênio na capa da revista BUSINESS WEEK. Dos 36.000 funcionários reduziu para 10.000, cortou tudo e fez promoções de vendas dando desconto de 50% em grandes magazines. Com isso fez caixa rapidamente mas liquidou com a marca, destruiu a enorme rede de pequenas oficinas distribuidoras que viram as grandes lojas venderem barbeadores por preços abaixo do que eles já tinham pago à fábrica, causando grandes prejuízos a esses pequenos revendedores que abandonaram a marca. Acabou com o estoque de matérias primas, a fábrica não conseguiu mais operar e a marca foi queimada. Dois anos depois da capa da BUSINESS WEEK, Dunlap foi considerado o pior executivo do País, mas no primeiro ano na Sunbeam ele surfou no sucesso, ninguém percebeu o buraco que ele estava cavando para a empresa, mas com grande lucro pessoal.

Os executivos dirigentes do banco de investimentos LEHMAN BROTHERS ganharam bônus no ano em que o banco quebrou. Até a semana anterior à quebra eles pareciam geniais, mas era tudo no curto prazo, para ganhar o trimestre, o depois não interessava.

O leilão das usinas da CEMIG lembra essa feitiçaria do curto prazo, um desastre para empresas e países, vendem a casa para pagar o almoço, no dia seguinte não tem casa e nem almoço.

O AJUSTISMO

Enquanto o “ajustismo” à outrance segue como única política econômica do Ministério da Fazenda, o Banco Central cuida com exclusividade e total independência da política monetária e cambial, não tem meta de emprego, como tem o FED em seus estatutos.

Só estabilizar a moeda, sem nenhum outro compromisso é algo relativamente fácil. O que exige inteligência e capacidade é ESTABILIDADE com PROSPERIDADE, obrigação legal do Banco Central americano, o Federal Reserve System, os dirigentes tem que cumprir esses dois objetivos. Aqui é um só, o mais fácil, acabar com a inflação paralisando o País.

O “ajustismo” marca de forma indelével seu fanatismo ao inviabilizar, por anos à frente, a capacidade do BNDES alavancar o crescimento. Ao retirar todas as reservas do Banco para operar nos próximos anos, o Ministério da Fazenda sinaliza que sua única prioridade é pagar os juros de uma dívida pública estável que não se desvaloriza pela inflação, secular método dos Tesouros nos últimos 200 anos para aliviar seu endividamento, a começar pelo Tesouro americano. Hoje o dólar vale um vigésimo do que valia em 1945 e com isso que o Tesouro dos EUA conta para manter sua solvência. Estabilidade artificial da moeda é um veneno mortal para os Tesouros, tornando sua dívida pública impagável nem que se venda o País inteiro, os fanáticos das metas de inflação preferem matar o País do que aliviar a dívida.

O Ministério da Fazenda saca R$ 280 bilhões do capital do BNDES para jogar na fogueira do déficit público visando proteger os rentistas da dívida pública, seu único objetivo.

O DESEMPREGO

Para mascarar a recessão induzida por essa política dá-se brilho a truques estatísticos, como dizer que o desemprego está caindo, algo irreal à luz da observação empírica.

O IBGE aponta a criação de 658 mil empregos entre maio e agosto deste ano. Empregos criados onde e porque se não há investimento produtivo digno de registro, público ou privado? E, claro que não se criou emprego algum de carteira assinada, isso o próprio IBGE reconhece, então onde estão os “novos” empregos criados pelas trombetas da GLOBONEWS?

O próprio IBGE declara que são empregos informais onde tudo pode entrar, de motoqueiro entregando pizza a guardador de carro. São basicamente subempregos de baixíssima renda.

O grave problema que nenhuma estatística de emprego aponta é uma realidade cruel.

Depois de procurar emprego por dois anos um engenheiro com excelente formação e boa experiência teve que aceitar qualquer coisa, hoje trabalha no almoxarifado de um grande supermercado, seu valor de mercado seria de 20 mil Reais, ganha 3.500, para não morrer de fome. Esse tipo de situação é GERAL hoje na economia brasileira, são dezenas de milhares de bons engenheiros desempregados, acabou a indústria naval, a indústria de bens de capital está paralisada porque não há investimentos, há pouca construção de usinas, portos, estradas e aeroportos, existe então uma imensa reserva de mão de obra técnica desempregada.

Quando um engenheiro vira motorista de UBER e existem centenas nessa situação, o IBGE conta como um novo emprego e a GLOBONEWS festeja com rojão MAS na realidade nua e crua é apenas um infeliz que aceita QUALQUER emprego para não passar forme, ele e sua família, um homem com mulher e filhos para criar faz literalmente qualquer coisa para manter a família, é essa a realidade real da economia brasileira de hoje.

A INSTITUIÇÃO CEMIG

Em Minas Gerais a CEMIG é uma instituição. As usinas vendidas, que representam 36% da geração da CEMIG, não são apenas bens físicos. São parte de uma grande estrutura corporativa, que em 2010 era a 2ª maior empresa de energia do País, após a Petrobras.

Com um excepcional corpo de técnicos, departamentos de pesquisa e ecologia, até um importante setor de piscicultura para prover de peixes seus grandes reservatórios, a CEMIG tem um papel crucial no desenvolvimento de Minas Gerais, liquidar parte de seu melhor ativo é algo inacreditável em termos de projeto de PAIS. Os chineses vão cuidar dos peixes dos reservatórios ou vão só se preocupar com os dividendos? Em 2008 a CEMIG fez um magnifico levantamento do potencial eólico do Estado de Minas, um trabalho de fôlego, de excelência técnica, algo que investidores privados dificilmente fariam, a CEMIG tem uma visão pública, de interesse geral, além do puro negócio financeiro. Seu Conselho de Administração, do qual fiz parte por muitos anos, teve luminares como João Camillo Pena, ex-Ministro da Indústria e Comércio, Francelino Pereira, ex-Governador do Estado, Guy Vilella, um dos maiores especialistas brasileiros em barragens. Uma verdadeira instituição de elevado espirito público operando um negócio empresarial, mas com olhar de interesse público além do balanço.

Vender o coração de seus ativos é um ato contra o interesse público, custa a crer que um Estado Nacional, um dos maiores países do mundo, com capacidade de levantar recursos, com visão de futuro, cometa essa insanidade. Mas fizeram. Agentes do capital financeiro internacional no comando da economia não tem qualquer ligação com o Pais e com suas instituições, a CEMIG é uma instituição, como era a outrora poderosa CESP, empresas emblemáticas, com grandes engenharias, construtoras do País, retalhadas a pedaços.

A China nunca faria isso com suas poderosas estatais de energia, nem a França com a EdF, nem a Itália com a ENEL. São corporações que fazem parte da estrutura óssea do Estado, importantes para a construção do futuro para as novas gerações, para pesquisas e novos empreendimentos, a CEMIG foi pioneira em energia eólica, pesquisa carro elétrico, novas baterias, redes de transmissão de dados através das linhas elétricas, não é só dividendo.

OS ECONOMISTAS DE MERCADO E OS NEOLIBERAIS

Há uma categoria de brasileiros cuja adesão ao pensar neoliberal corrói sua adesão ao Pais onde nasceram e ao qual deveriam ter lealdade. O neoliberal clássico NÃO tem pátria, são apátridas de alma, se sentem bem em qualquer lugar do mundo desde que ligado a grandes corporações, já esqueceram até a bandeira e o hino do pais onde nasceram, sua cultura não tem raiz e ao fim e ao cabo tem uma tênue lealdade a uma ideologia economicista que limita a vida à carreira, ao bem estar pessoal, para esse grupo o País não existe.

Para uma dessas voltas do Destino são essas figuras que hoje dirigem a economia brasileira.

A Avenida Faria Lima e a Rua Dias Ferreira não são parte do Brasil, são enclaves financeiros, paraísos fiscais que vivem como apêndices da finança internacional, para eles o País é só um detalhe.

São esses núcleos que estouram champagne com venda de ativos nacionais a estrangeiros que titulam como “prova de confiança”, dançam em clima de festa sobre os escombros de um projeto nacional, um Brasil usado apenas como plataforma de capital internacional.

Voto de Faxina

*Prof. Gilson Alberto Novaes

Para falar do “voto de faxina” vou acompanhar dois grandes juristas: Luiz Flavio Gomes, que é o criador do Movimento Quero um Brasil Ético e o Dr. Modesto Carvalhosa, que em suas aparições na TV Cultura e pela imprensa escrita também tem se posicionado de forma clara sobre a atual situação política do país.

Como eles, sou um inconformado com nossa política. Vereador por três legislaturas, tendo sido presidente da Câmara em uma delas, secretário municipal em três administrações em minha cidade, candidato a deputado estadual duas vezes num intervalo de vinte anos, sempre acompanhei a vida política. Hoje concluo: não dá mais! Basta! Mas, só o povo poderá dar esse basta. Não podemos correr o risco de começar tudo de novo em 2018, com a mesma corrupção, com os mesmos personagens. Seria o caos! Que Deus nos livre! Então, vamos lá!

Um dos remédios é o “voto de faxina”, que prega a renovação de pelo menos dois terços do Congresso, número equivalente aos envolvidos em corrupção! Simples assim: não votar em personagens envolvidos em corrupção. O correto mesmo seria diminuir o tamanho do Congresso Nacional. Não precisamos de 513 deputados! Até mesmo no Senado, poderíamos ter só dois representantes por Estado. O terceiro senador é um resquício da ditadura, que a Constituição homologou, erroneamente. Essa mudança, porém, só com uma Constituinte.

Outro remédio, apontado pelo Dr. Carvalhosa é acabar com o profissionalismo político no Brasil, com eleições livres para votar e ser votado. Candidaturas livres! Ele também defende o “voto de faxina”, pois sem mandato, os corruptos perdem o foro privilegiado. Não só no Congresso, mas nas Assembleias Legislativas e nos municípios temos os profissionais da política!

Precisamos passar o Brasil a limpo, urgente. Não podemos mais ter uma Suprema Corte com seus integrantes indicados politicamente. Tem sido comum a confusão de política com Justiça.

Não podemos mais votar num deputado e eleger outro! Não podemos mais ver o dinheiro público jogado nas mãos dos partidos políticos. O Fundo Partidário - outra invenção da ditadura – mais de 800 milhões por ano, caiu bem no gosto dos políticos. Os “donos” dos partidos gostam desse dinheiro fácil, até em anos que não se tem eleição. Agora, acabam de criar mais um Fundo Eleitoral: R$ 1,7 bilhão para 2018.

Só agora os deputados e senadores lembraram que não poderão mais receber dinheiro de pessoas jurídicas e votaram na madrugada esse um bilhão e setecentos milhões para suas campanhas do ano que vem. Esse valor, somado ao Fundo Partidário, dará dois bilhões e meio. É dinheiro do nosso imposto sustentando os políticos. Uma vergonha.

No combate à corrupção, a Polícia Federal está fazendo sua parte: já aplicou penas que somadas, passam de mil anos. Por outro lado, o Supremo só recebeu seis denúncias até agora. Só o voto do povo poderá ajudar a Lava Jato a eliminar da vida pública brasileira aqueles que, sem escrúpulos, tanto roubaram nosso país durante tanto tempo.

Estamos vendo diariamente notícias de que a corrupção que vemos hoje é a maior da história. É mesmo, pois nos últimos 20 anos o nosso PIB - Produto Interno Bruto cresceu muito. Hoje é da ordem de R$ 6 trilhões. O triste é que em paralelo, a corrupção o acompanhou. Nunca se viu no mundo roubarem tanto... nunca se viu tanta impunidade!

O jurista Luiz Flávio afirma em entrevista ao Correio Popular de Campinas que o Supremo é um sistema antigo, e que o juiz Sérgio Moro adotou o sistema novo, o norte americano, onde é delação, cooperação, colaboração e quem delata traz provas, agilizando o processo. Diz ainda que “o Supremo continua no velho sistemão, que é o modelo francês. Lá não tem delação, eles não tomam a iniciativa de fazer isso e deveriam. É moroso, não anda e a impunidade é certa”.

Finalizo, fazendo coro com o Dr. Luiz Flávio, dizendo que o Supremo é hoje um entrave no combate à corrupção, “porque as questões políticas mais importantes foram todas para o Supremo. Judicializaram tudo”.

Além do voto de faxina, há necessidade de se mudar a forma de composição do STF, acabando com a indicação do presidente da República. O problema está aí: com esse Congresso, jamais isso será feito! Está na hora de uma Assembleia Nacional Constituinte específica, onde os eleitos voltem para casa, após a promulgação da Constituição!

Por enquanto... voto de faxina neles em 2018!!!

O especialista está disponível para comentar o assunto. Para acioná-lo basta encaminhar a solicitação para o e-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

*Gilson Alberto Novaes é Professor de Direito Eleitoral na Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie-campus Campinas e Coordenador Acadêmico do Centro de Ciências e Tecnologia.

Exercício físico na gravidez: faz bem ou não?

Algumas famosas incitam debates por malhar durante a gravidez. Pode ou não pode? Especialistas desmistificam o assunto e explicam como deve ser a atividade física neste período

Há alguns anos, reinava aquele senso comum de que mulher grávida deveria ficar em repouso absoluto. Hoje em dia, sabe-se que não é bem assim. Para aquelas mulheres que a gestação é completamente saudável, a atividade física pode ser indicada durante todo o período da gravidez, desde que seja liberada por um médico e acompanhada de um profissional da educação física. Os exercícios nesta fase gestacional trazem benefícios à saúde da mulher que podem, inclusive, ajudar no momento do parto.

Além de auxiliar a futura mamãe a controlar o peso, diminuir o inchaço dos pés e pernas e as dores nas costas, os exercícios melhoram a respiração, pressão e tonificam a musculatura, principalmente dos quadris. “Se antes da gravidez a mulher não era acostumada a fazer exercícios, o ideal é começar com um bem levinho para o corpo não estranhar. Mas se ela já é acostumada, recomendamos apenas que ela reduza a intensidade aos poucos, porém não pare por completo, já que o seu corpo ‘necessita’ daquela atividade”, explica Frederico Kempler, professor de educação física e coordenador da academia Turner Prime.

A jornalista e digital influencer Patrícia Gonçalves, esposa do jogador Dedé, do Cruzeiro, conta que continuou os treinos até o quinto mês da sua gestação, após esse período ela optou por fazer aulas de pilates. "A atividade me ajudou a não sentir dores no corpo, não inchar muito e nem reter líquidos", conta. Ela diz que as recomendações do seu médico foram manter-se bem hidratada, usar roupas leves e frescas e manter a alimentação balanceada.

De acordo com Frederico, quando ‘vigiada’ por um profissional de perto, o risco de acontecer algum problema durante a atividade é mínimo. “Por ser um momento que requer atenção redobrada, qualquer cuidado é pouco. Exercícios que levam à exaustão, aparelhos que necessitam de muito peso ou que faça a mulher ficar muito tempo em pé, devem ser evitados ou substituídos nos treinos por outros mais brandos”, diz.

Do ponto de vista médico, a ginecologista e obstetra da Clínica Penchel, Dra. Talitha Melo, informa que a atividade física tem vários benefícios no pré-natal como a redução do risco de pré-eclâmpsia e controle de ganho de peso, evitando a obesidade gestacional. O exercício ainda atua na prevenção da diabetes gestacional, assim como contribui para o controle glicêmico em gestantes que já são diabéticas. Desta forma, há melhora no índice de peso e vitalidade do recém-nascido. Ademais, o fortalecimento muscular da região pélvica da grávida lhe garante maior autonomia durante o trabalho de parto, ajudando na recuperação imediata após o nascimento do bebê e diminuindo o risco de depressão pós-parto.

“Eu oriento minhas gestantes a identificar qual atividade física faz com que ela se sinta mais confortável. Atividades aeróbicas como caminhadas ou dança ou atividades de força como pilates ou musculação são ótimas opções. Mas atenção: durante a gravidez ocorre um aumento da produção do hormônio relaxina. Essa substância deixa as articulações mais frouxas e pode aumentar o risco de lesões e torções. Portanto o acompanhamento profissional é fundamental para evitar traumas”, conta a médica. Ela ressalta que as únicas contraindicações da prática de atividade física são para gestantes com problemas cardíacos, sangramento vaginal, placenta baixa, trabalho de parto prematuro e hipertensão arterial não compensada. “A prática de exercícios promove inúmeros benefícios e deve ser sempre estimulada a fim de melhorar a qualidade de vida de mãe e bebê”, finaliza.

SEMPRE CRIANÇAS

Por Luiz Carlos Amorim - Escritor, editor e revisor – Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, que completa 37 anos de literatura neste ano de 2017. Cadeira 19 da Academia Sulbrasileira de Letras. http://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br – http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br

Em artigo quase recente, eu dizia, em falando de filhos, netos, de crianças, enfim, que uma casa com crianças é mais lar. Uma amiga, também escritora, leu o artigo e comentou que não concordava. Ela acha que uma casa sem crianças pode, sim, ser um lar completo. Eu acho ótimo que o tema abordado seja debatido, porque nossas verdades são diferentes, a verdade de um não é necessariamente a verdade do outro e comparar nossas verdades é bom.

Então eu concordo, até porque as situações são diferentes. Os filhos da minha amiga transitam pela casa dela com certa frequencia, o neto também vem lhe visitar, e isso faz toda a diferença, o lar contiua não sendo só dela. É da família.

É bom esclarecer que o fato de não termos mais nossas crianças vivendo em nossa casa não nos faz pessoas trites, absolutamente. Somos felizes, mesmo na nossa casa tão grande, agora. O que nos faz falta talvez não seja, simplesmente, a presença de crianças, mas das nossas crianças.

A verdade é que, queiramos ou não, a época mais feliz de nossas vidas foi aquela quando  vivemos a infância e a juventude de nossas crianças. Sentimos falta daquele tempo, sentimos falta da infância das nossas crianças, que continuam sendo crianças para nós, mesmo que agora sejam adultas e vivam suas vidas bem longe, além mar, em França e Portugal. Depois dessas infâncias em nossas vidas, nós, eu e Stela, não nos somos mais suficientes, pois tudo nos faz lembrar que a família não está completa, as crianças não estão, por isso a casa parece tão grande. Mas esperamos os netos. Eles hão de nos devolver toda aquela infância e toda aquela juventude que alçaram voo de nossa casa para encontrarem seus caminhos e nos deixaram tanta saudade.

Mas ter saudades é bom. Saudade significa felicidade, uma ou duas ou tantas felicidades que passaram pela nossa vida e que podemos recriar. O privilégio de ter nossas crianças significa isso, além de tudo o mais que eles significam para nós: felicidades que estão guardadas e que podemos rememorar.

Então, crianças, feliz dia da criança para vocês. Feliz dia da Criança para nós. Para todos nós, pois o fato de ter nossas crianças é tudo. E criança pode ser tudo o que quisermos e até o que não quisermos, mas que ela significa felicidade, isso não podemos negar. Porque criança é vida, é esperança, é renascimento. Criança é  a nossa primavera.

Na verdade, poderíamos, sim, ser pais deprimidos e tristes, pois temos uma saudade vitalícia, antiga, de nossa primeira criança que chegou, mas foi embora muito rapidamente, num dia de outubro em que as flores de jacatirão começaram a desabrochar, há muitas primaveras. Mas a vida continuou e sabemos que nosso anjo primeiro nos guardou e ajudou-nos a cuidar de nossas crianças que chegaram depois e que nos dão muito amor, muito orgulho, estando já na vida adulta, ainda que para nós sejam apenas e principalmente, abençoadamente, nossas crianças.

Ficaram as digitais

A Operação Lava-Jato atingiu uma dimensão tão grande que o brasileiro comum, como eu, não sabe mais separar quais são as suas ações de outras operações da Polícia Federal e até de outras polícias. As ramificações perderam saiu do controle da compreensão humana.

Fica a única certeza de que a corrupção tem de sofrer um golpe, cujo tamanho depende exclusivamente do apoio que a sociedade der às instituições de investigação, especialmente à FBI brasileira, à Polícia Federal e ao Ministério Público, sem a ilusão de que nelas não existam suas ovelhas podres. Contudo, sem aderir, e até repelir, àqueles que as criticam apenas para miná-las e colocá-las no mesmo balaio dos já apodrecidos Executivo, Legislativo e ao quase apodrecido Poder Judiciário.

Mas, toda putrefação não surge como raios. Há uma construção subjetiva em etapas que leva até a esse estágio. Um deles é o descaramento como as justificativas de ações injustificadas aceitas pelo Poder Judiciário. Também ajudaram muito a indústria da prescrição, a pouca informação sobre decisões judiciais, sustentadas muito mais em linguagens ininteligíveis do que em fundamentos fáticos e jurídicos.

Esse vício assegurou a impunidade absoluta por muito tempo. Quando surgiam denúncias de corrupção, desvios, arquivos físicos sempre torravam literalmente no fogo. Testemunhas pessoais não reconheciam os investigados; não reconheciam as suas próprias assinaturas e vozes; as imagens eram sempre distorcidas, embaçadas. Quando nada disso superava a nitidez, era só alegar que as provas tinham sido obtidas por meios ilegais.

Atualmente, a desfaçatez dos defensores se sustenta na pressão psicológica sofrida pelos delatores, no fato de a corrupção ser uma prática generalizada e nos erros passados dos investigadores, sem nenhum elo de ligação – para usar juridiquês – com os atos da investigação. Isso, sempre pelo lado do defensor, também sustentado noutra distorção criada pela falta de seriedade de julgadores: buscar a impunidade em vez da defesa. Impunidade é não punir quem deveria ser punido; defesa é não deixar sofrer uma pena maior daquela merecida pelo delito praticado. Isso funciona porque a Justiça brasileira disfarça, mas aceita a enganação como regra.

No caso do apartamento lotado de dinheiros, ficaram as digitais de um ex-ministro. O dono desse imóvel confirma ter cedido para ele. Com esses indícios consistentes, a imprensa não questiona a não decretação de prisão preventiva, a soltura sem tornozeleira eletrônica, porque não conseguiram uma num país de mais de 207 milhões de pessoas.

Coroa as tantas incompreensões da sociedade, a presteza da Polícia Federal ter buscado digitais, quando a embarcação que matou 19 pessoas na Bahia e deixou centenas de feridos sequer passou por perícia.

Não será surpresa se provarem a existência de digitais iguais, desfazendo-se a tese científica e secular que afirma o contrário. Ou de que foram falsificadas por algum investigador mal-intencionado.

Por ter sido tão comum nos últimos tempos, o “avesso do avesso” seria não ter aparecido, ainda, algum ministro do Supremo Tribunal Federal desferindo adjetivos depreciativos contra a Polícia e o Ministério Público Federais.

Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP

Bacharel em direito

ABSURDA VIOLÊNCIA

Margarida Drumond de Assis

É mesmo de causar terror à população brasileira o crescimento da violência que vem se dando em todo o país. Em locais onde antes se ouvia dizer sobre assaltos que ocorriam à noite, hoje é comum ver-se reportagens dando conta de que os bandidos ali estão agindo até mesmo de dia, sem qualquer constrangimento. E o que dizer então de regiões, aonde a violência vem num crescendo, como a que temos visto, ultimamente, no Rio de Janeiro? Os tiroteios que  acontecem na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, são prova inconteste dessa grave situação.

Tudo começou no domingo/17 deste mês de setembro, quando dois criminosos de uma mesma facção, até o ano 2000 aliados, passaram a caçar um ao outro e integrantes, no intuito de trazer para si o domínio do tráfico na favela da Rocinha: um tiroteio iniciado e que vai chegando ao décimo dia. O país acompanha incrédulo a esse terror, e o pânico já se instalou naquela capital: pessoas têm evitado sair de suas casas; crianças nem à escola estão indo; os campos de futebol também deram mostra do impacto dessa violência com a diminuição do público assistindo aos jogos.Estranho é que nem com a presença da polícia e das Forças Armadas, ali atuando para combater traficantes de drogas fortemente armados, o tiroteio cessou. E mil homens de tropas federais ocuparam a comunidade, no que repercutiu em mais tiroteio na Rocinha. Eram embates entre os criminosos de facções, a de Rogério Avelino, o Rogério 157, e a de Antônio Bonfim Lopes, o Nem, e também entre os que compõem uma mesma facção. Como se diz, é tiro pra todo lado! Com isto, o pavor vivido pelos moradores da Rocinha e dos da cidade como um todo, pauta-se, e muito, no fato de os bandidos terem armas potentes, como fuzis e granadas. Além do mais, sabe-se que a eles a vida pouco ou nada importa. A Polícia civil do Rio, conforme divulgado, logo registrou a morte de três homens, todos eles envolvidos no crime, além de um adolescente de treze anos baleado. Dentre os homens, dois seriam de uma organização criminosa, enquanto o outro teria roubado um carro naquela favela. Também se registrou apreensão de nove fuzis e dez granadas, enquanto mais de vinte mandados de prisão saíram, sendo cinco efetivadas, e hoje muito mais se constata estando dezenas de traficantes envolvidos nos tiroteios, mais apreensões feitas enquanto outros vão sendo indiciados.

Nada fáceis os tempos que vivemos e, para aflição geral, piores vêm se tornando dia a dia: de um lado, a morte literalmente falando, por armamentos pesados e assaltos, com os bandidos agindo indiferentes até mesmo às câmeras de segurança; de outro a morte de sonhos de tantos brasileiros, à mercê de inescrupulosos governantes que nos tiram o direito à segurança, à saúde, à educação. Só na Rocinha, nestes dias, mais de 3 mil crianças estão sem poder ir às aulas. A comunidade vive em dificuldades, tenta se manter com seus vencimentos, muitas vezes parcos, para cobrir as despesas diárias; já os traficantes, estes, não, vivem ancorados na garantia de que têm quem lhes compre a droga, convictos então de altos rendimentos. Daí, sem dúvida, o poderio que ostentam com suas casas luxuosas e armas muitas vezes de uso restrito das forças de segurança. E nos perguntamos até quando essa absurda violência?

Brasília, 26 de setembro de 2017

Margarida Drumond é professora, jornalista e escritora, 40 anos de literatura, 16 livros editados: o primeiro deles o romance Um conflito no amor. Próximos lançamentos: o romance Doce complicação e a biografia sobre Padre Abdala Jorge, ambos sendo vendidos em pré-edição. Adquira já o seu exemplar.

Contato; Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. www.margaridadrumond.com

 

 

 

Drogas, novelas, e um país corrupto

- O que significa hoje viver no Brasil quando se tem um filho ou uma filha adolescente? -

Autor: Fernando Rizzolo

O que significa hoje viver no Brasil quando se tem um filho ou uma filha adolescente?  É claro que não estou generalizando, mas num país de 207 milhões de habitantes, onde na sua grande maioria são jovens, fica patente que o investimento do narcotráfico é no mínimo interessante. Talvez isso seja o motivo pelo qual as antigas e conhecidas drogas estão dando lugar as novas drogas sintéticas, muitas das quais nem sequer podem ser identificadas por mudança na sua formulação química, na sua maioria elaboradas em sofisticados laboratórios clandestinos por vários países do mundo.

Mas como o assunto é polêmico, e na maioria das vezes gera controvérsias, venho fazer uso de um saudosismo etário; dizem que uma das vantagens de se chegar à maturidade é a capacidade de se analisar e comparar como era a vida de um jovem há 40 anos atrás em relação aos jovens de hoje desse nosso Brasil. Constato aqui, e nada de forma puritana ou conservadora, que a velha figura do “pipoqueiro” que vendia maconha na praia e que seduzia os jovens, ficou por demais abandonada e hoje serve apenas como uma antiga referência dos perigos que nós nos anos 70 éramos incessantemente alertados por nossos pais por jamais nos aproximarmos desses tais elementos.

Ademais, por falar em maus elementos ou companhias que deveríamos evitar, existia uma vigilância parental naquilo que fazíamos, nas nossas amizades, no horário em que chegávamos em casa, se havíamos ingerido bebidas alcoólicas, enfim, havia o que eu chamo de “ Filtro Parental” e este estava sempre presente. Mas hoje tudo mudou, senão vejamos: infelizmente as novelas, o programa de televisão em geral não tem limite ao demonstrar o “heroísmo dos delinquentes” nas novelas, os excessos sexuais na “telinha, enfim, os maus exemplos de todos os tipos se encontram bem ali na sala da nossa casa, assistidos por todos na televisão, ou bem acomodados num computador via Internet, isso se intercalando com os noticiários sobre a corrupção devastadora que assola o nosso país, um país pobre.

Hoje não há no Brasil como controlar e educar um jovem a não ser por um embasamento religioso seja ele de qualquer religião, contudo que esta religião não atente para o mau, pois até isso temos hoje à disposição dos nossos jovens, via Internet, o recrutamento ao terrorismo. Em resumo, temos sim que reinventar um modelo de educação familiar baseado no “Filtro Parental” pois do contrário os valores morais, éticos, e relacionados a uma vida saudável para os nossos filhos e netos estarão fortemente corrompidos e comprometidos, a tarefa não é fácil, valores de tradição religiosa, vigilância nas companhias, exemplos que demonstramos em casa, isso tudo ajuda, mas não esqueça que você durante um bom tempo será taxado de chato, repressor, antiquado, principalmente por emissários, ou “ experts em educação” pela televisão ou Internet; e se você proibir ou num rompante educativo impor ordens em casa será chamado ainda de “tirano” mas veja, vale apena, o futuro deles agradece ...vamos tentar filtrar o Brasil nessa fase do terrorismo ideológico educacional televisivo....e da corrupção endêmica...

Fernando Rizzolo é Advogado, Jornalista, Mestre em Direitos Fundamentais e Professor de Direito

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