Folha do Comércio

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Ficaram as digitais

A Operação Lava-Jato atingiu uma dimensão tão grande que o brasileiro comum, como eu, não sabe mais separar quais são as suas ações de outras operações da Polícia Federal e até de outras polícias. As ramificações perderam saiu do controle da compreensão humana.

Fica a única certeza de que a corrupção tem de sofrer um golpe, cujo tamanho depende exclusivamente do apoio que a sociedade der às instituições de investigação, especialmente à FBI brasileira, à Polícia Federal e ao Ministério Público, sem a ilusão de que nelas não existam suas ovelhas podres. Contudo, sem aderir, e até repelir, àqueles que as criticam apenas para miná-las e colocá-las no mesmo balaio dos já apodrecidos Executivo, Legislativo e ao quase apodrecido Poder Judiciário.

Mas, toda putrefação não surge como raios. Há uma construção subjetiva em etapas que leva até a esse estágio. Um deles é o descaramento como as justificativas de ações injustificadas aceitas pelo Poder Judiciário. Também ajudaram muito a indústria da prescrição, a pouca informação sobre decisões judiciais, sustentadas muito mais em linguagens ininteligíveis do que em fundamentos fáticos e jurídicos.

Esse vício assegurou a impunidade absoluta por muito tempo. Quando surgiam denúncias de corrupção, desvios, arquivos físicos sempre torravam literalmente no fogo. Testemunhas pessoais não reconheciam os investigados; não reconheciam as suas próprias assinaturas e vozes; as imagens eram sempre distorcidas, embaçadas. Quando nada disso superava a nitidez, era só alegar que as provas tinham sido obtidas por meios ilegais.

Atualmente, a desfaçatez dos defensores se sustenta na pressão psicológica sofrida pelos delatores, no fato de a corrupção ser uma prática generalizada e nos erros passados dos investigadores, sem nenhum elo de ligação – para usar juridiquês – com os atos da investigação. Isso, sempre pelo lado do defensor, também sustentado noutra distorção criada pela falta de seriedade de julgadores: buscar a impunidade em vez da defesa. Impunidade é não punir quem deveria ser punido; defesa é não deixar sofrer uma pena maior daquela merecida pelo delito praticado. Isso funciona porque a Justiça brasileira disfarça, mas aceita a enganação como regra.

No caso do apartamento lotado de dinheiros, ficaram as digitais de um ex-ministro. O dono desse imóvel confirma ter cedido para ele. Com esses indícios consistentes, a imprensa não questiona a não decretação de prisão preventiva, a soltura sem tornozeleira eletrônica, porque não conseguiram uma num país de mais de 207 milhões de pessoas.

Coroa as tantas incompreensões da sociedade, a presteza da Polícia Federal ter buscado digitais, quando a embarcação que matou 19 pessoas na Bahia e deixou centenas de feridos sequer passou por perícia.

Não será surpresa se provarem a existência de digitais iguais, desfazendo-se a tese científica e secular que afirma o contrário. Ou de que foram falsificadas por algum investigador mal-intencionado.

Por ter sido tão comum nos últimos tempos, o “avesso do avesso” seria não ter aparecido, ainda, algum ministro do Supremo Tribunal Federal desferindo adjetivos depreciativos contra a Polícia e o Ministério Público Federais.

Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP

Bacharel em direito

ABSURDA VIOLÊNCIA

Margarida Drumond de Assis

É mesmo de causar terror à população brasileira o crescimento da violência que vem se dando em todo o país. Em locais onde antes se ouvia dizer sobre assaltos que ocorriam à noite, hoje é comum ver-se reportagens dando conta de que os bandidos ali estão agindo até mesmo de dia, sem qualquer constrangimento. E o que dizer então de regiões, aonde a violência vem num crescendo, como a que temos visto, ultimamente, no Rio de Janeiro? Os tiroteios que  acontecem na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, são prova inconteste dessa grave situação.

Tudo começou no domingo/17 deste mês de setembro, quando dois criminosos de uma mesma facção, até o ano 2000 aliados, passaram a caçar um ao outro e integrantes, no intuito de trazer para si o domínio do tráfico na favela da Rocinha: um tiroteio iniciado e que vai chegando ao décimo dia. O país acompanha incrédulo a esse terror, e o pânico já se instalou naquela capital: pessoas têm evitado sair de suas casas; crianças nem à escola estão indo; os campos de futebol também deram mostra do impacto dessa violência com a diminuição do público assistindo aos jogos.Estranho é que nem com a presença da polícia e das Forças Armadas, ali atuando para combater traficantes de drogas fortemente armados, o tiroteio cessou. E mil homens de tropas federais ocuparam a comunidade, no que repercutiu em mais tiroteio na Rocinha. Eram embates entre os criminosos de facções, a de Rogério Avelino, o Rogério 157, e a de Antônio Bonfim Lopes, o Nem, e também entre os que compõem uma mesma facção. Como se diz, é tiro pra todo lado! Com isto, o pavor vivido pelos moradores da Rocinha e dos da cidade como um todo, pauta-se, e muito, no fato de os bandidos terem armas potentes, como fuzis e granadas. Além do mais, sabe-se que a eles a vida pouco ou nada importa. A Polícia civil do Rio, conforme divulgado, logo registrou a morte de três homens, todos eles envolvidos no crime, além de um adolescente de treze anos baleado. Dentre os homens, dois seriam de uma organização criminosa, enquanto o outro teria roubado um carro naquela favela. Também se registrou apreensão de nove fuzis e dez granadas, enquanto mais de vinte mandados de prisão saíram, sendo cinco efetivadas, e hoje muito mais se constata estando dezenas de traficantes envolvidos nos tiroteios, mais apreensões feitas enquanto outros vão sendo indiciados.

Nada fáceis os tempos que vivemos e, para aflição geral, piores vêm se tornando dia a dia: de um lado, a morte literalmente falando, por armamentos pesados e assaltos, com os bandidos agindo indiferentes até mesmo às câmeras de segurança; de outro a morte de sonhos de tantos brasileiros, à mercê de inescrupulosos governantes que nos tiram o direito à segurança, à saúde, à educação. Só na Rocinha, nestes dias, mais de 3 mil crianças estão sem poder ir às aulas. A comunidade vive em dificuldades, tenta se manter com seus vencimentos, muitas vezes parcos, para cobrir as despesas diárias; já os traficantes, estes, não, vivem ancorados na garantia de que têm quem lhes compre a droga, convictos então de altos rendimentos. Daí, sem dúvida, o poderio que ostentam com suas casas luxuosas e armas muitas vezes de uso restrito das forças de segurança. E nos perguntamos até quando essa absurda violência?

Brasília, 26 de setembro de 2017

Margarida Drumond é professora, jornalista e escritora, 40 anos de literatura, 16 livros editados: o primeiro deles o romance Um conflito no amor. Próximos lançamentos: o romance Doce complicação e a biografia sobre Padre Abdala Jorge, ambos sendo vendidos em pré-edição. Adquira já o seu exemplar.

Contato; Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. www.margaridadrumond.com

 

 

 

Drogas, novelas, e um país corrupto

- O que significa hoje viver no Brasil quando se tem um filho ou uma filha adolescente? -

Autor: Fernando Rizzolo

O que significa hoje viver no Brasil quando se tem um filho ou uma filha adolescente?  É claro que não estou generalizando, mas num país de 207 milhões de habitantes, onde na sua grande maioria são jovens, fica patente que o investimento do narcotráfico é no mínimo interessante. Talvez isso seja o motivo pelo qual as antigas e conhecidas drogas estão dando lugar as novas drogas sintéticas, muitas das quais nem sequer podem ser identificadas por mudança na sua formulação química, na sua maioria elaboradas em sofisticados laboratórios clandestinos por vários países do mundo.

Mas como o assunto é polêmico, e na maioria das vezes gera controvérsias, venho fazer uso de um saudosismo etário; dizem que uma das vantagens de se chegar à maturidade é a capacidade de se analisar e comparar como era a vida de um jovem há 40 anos atrás em relação aos jovens de hoje desse nosso Brasil. Constato aqui, e nada de forma puritana ou conservadora, que a velha figura do “pipoqueiro” que vendia maconha na praia e que seduzia os jovens, ficou por demais abandonada e hoje serve apenas como uma antiga referência dos perigos que nós nos anos 70 éramos incessantemente alertados por nossos pais por jamais nos aproximarmos desses tais elementos.

Ademais, por falar em maus elementos ou companhias que deveríamos evitar, existia uma vigilância parental naquilo que fazíamos, nas nossas amizades, no horário em que chegávamos em casa, se havíamos ingerido bebidas alcoólicas, enfim, havia o que eu chamo de “ Filtro Parental” e este estava sempre presente. Mas hoje tudo mudou, senão vejamos: infelizmente as novelas, o programa de televisão em geral não tem limite ao demonstrar o “heroísmo dos delinquentes” nas novelas, os excessos sexuais na “telinha, enfim, os maus exemplos de todos os tipos se encontram bem ali na sala da nossa casa, assistidos por todos na televisão, ou bem acomodados num computador via Internet, isso se intercalando com os noticiários sobre a corrupção devastadora que assola o nosso país, um país pobre.

Hoje não há no Brasil como controlar e educar um jovem a não ser por um embasamento religioso seja ele de qualquer religião, contudo que esta religião não atente para o mau, pois até isso temos hoje à disposição dos nossos jovens, via Internet, o recrutamento ao terrorismo. Em resumo, temos sim que reinventar um modelo de educação familiar baseado no “Filtro Parental” pois do contrário os valores morais, éticos, e relacionados a uma vida saudável para os nossos filhos e netos estarão fortemente corrompidos e comprometidos, a tarefa não é fácil, valores de tradição religiosa, vigilância nas companhias, exemplos que demonstramos em casa, isso tudo ajuda, mas não esqueça que você durante um bom tempo será taxado de chato, repressor, antiquado, principalmente por emissários, ou “ experts em educação” pela televisão ou Internet; e se você proibir ou num rompante educativo impor ordens em casa será chamado ainda de “tirano” mas veja, vale apena, o futuro deles agradece ...vamos tentar filtrar o Brasil nessa fase do terrorismo ideológico educacional televisivo....e da corrupção endêmica...

Fernando Rizzolo é Advogado, Jornalista, Mestre em Direitos Fundamentais e Professor de Direito

Cinco dicas para melhorar a qualidade de vida da melhor idade

Muitos idosos fazem questão de manter sua independência, mas alguns cuidados sempre devem ser tomados com relação, por exemplo, ao local em que vivem, para que estejam seguros. A roupa que vestem também deve ser adequada para garantir conforto e praticidade no dia a dia. Além disso, a rotina de vida deve ser feita de uma maneira que eles estejam sempre com a mente ativa e se tornem independentes.

Visando melhorar a qualidade de vida da melhor idade, a cuidadora Silvia Camila, franqueada da maior rede de cuidadores de idosos do Brasil - a Home Angels, dá algumas dicas práticas de como cuidar dos idosos de maneira segura e acolhedora.

Residência do idoso

O ambiente em que o idoso passa a maior parte de seu tempo deve ser planejado ou estruturado para recebê-lo. Então,  o primeiro passo é retirar fios e tapetes soltos pela casa. Vale lembrar que cortinas, brinquedos de crianças, bichos de estimação, móveis baixos e tudo aquilo que tem potencial para influenciar em uma queda requerem atenção especial. Caso não consiga retirar, repense na forma como estão dispostos. As áreas molhadas da casa, como o banheiro e cozinha, são locais de sinal vermelho, onde tudo deve estar ao alcance da mão, nem acima, que precise de grandes movimentos para pegar e nem abaixo, que precise abaixar, essas mudanças de posição podem ocasionar quedas. Vale lembrar que a barra ao lado do vaso sanitário, dentro do box, além do tapete anti derrapante, aumento do assento do vaso são sempre bem vindos.

Vestimenta do idoso

A roupa do idoso deve ser cuidadosamente pensada. Antes de qualquer coisa, precisa ser confortável e fácil de vestir. Observe o idoso que você tem em casa se vestindo: onde está a maior dificuldade? Em colocar as roupas nos membros inferiores ou nos superiores? Ziperes ou botões? Mangas curtas ou compridas? Sapatos de enfiar ou amarrar? Não é sair alterando o guarda roupa do idoso e alterando os seus costumes, mas sim adaptar o que é possível. Se o idoso sempre gostou de camisas sociais, você pode adaptá-las com velcro. Se estiver difícil colocar calça jeans você pode ajudá-lo. Priorize calças com elástico, camisas e sapatos de enfiar, nada de usar chinelos com meias ou roupas muito compridas.

Cognição

Manter uma mente ativa é o objetivo de todos nós, não apenas dos idosos. Mas, com idosos essa preocupação é ainda mais expressiva. Independente do curso da vida, se em paralelo há patologias ou não, é importante ofertar estímulos bons e diários a esse idoso. Comece deixando com que faça aquilo que tem habilidade, pode ser escovar os dentes, comer sozinho ou se calçar. Lembre-o de anotar suas atividades e compromissos em uma agenda ou quadro branco de fácil visualização. Deixe os moveis e objetos sempre no mesmo local, para favorecer o reconhecimento do ambiente. Deixe o idoso ser autônomo e escolher aquilo que convém, como o que quer comer, onde ir, quando ir, o que vestir. Além de estimulá-lo e buscar novas habilidades que envolvam ações de pensar e realizar, pode ser um curso de pintura, um novo exercício ou até mesmo um jogo.

Acompanhamento profissional

Todos nós precisamos de um check up com frequência. Checar como anda a saúde e o que pode ser melhorado ou tratado é um dos benefícios da saúde hoje em dia. Antigamente não se tinha acesso fácil a médicos. Então, é indispensável que esse idoso mantenha com regularidade o acompanhamento com um médico geriatra, que será o profissional que fará a regulação, de maneira geral, dos remédios utilizados e alinhará as necessidades em relação à saúde e outros profissionais. Também é importante manter avaliações frequentes sobre a parte motora e isso envolve  o fisioterapeuta, pois a independência começa a partir do momento que se consegue realizar os movimentos sozinho. Podem fazer parte dessa equipe o Terapeuta ocupacional com as adaptações do cotidiano e com a parte de cognição, o psicólogo com o acompanhamento emocional. O importante é ter a saúde em dia.

Acolhimento

Não adianta ter uma estrutura física no ambiente que favoreça o idoso, ter roupas adequadas, manter o cérebro ativo, acompanhamento profissional, se a presença de pessoas o cercando não for real. As famílias precisam trabalhar, é uma imposição do mundo em que vivemos, mas dedicar minutos do seu dia e horas do seu final de semana para aquele café na padaria com o idoso ou o passeio no carro dele pelas ruas da cidade faz total diferença para ele e certamente fará a você. Escute histórias, busque-o para ter mais conhecimento sobre a vida, sabedoria de vida. Vamos correr para a casa do idoso para aquele papinho gostoso?

Quer saber mais sobre a Home Angels, a maior rede de cuidadores de idosos do Brasil, acesse: http://homeangels.com.br/.

O REI DA COMÉDIA E O CLÁSSICO DOS BORDÕES, O VAZIO

Margarida Drumond de Assis

 

Nesses dias, perdemos dois grandes nomes do mundo artístico, muito especialmente especiais nomes de destaque na Comédia: faleceu no dia 17 de agosto, Rio de Janeiro, vítima de câncer no estômago, o ator, compositor e roteirista carioca, Paulo Silvino, de 78 anos, consagrado por seus trabalhos durante mais de cinco décadas na televisão brasileira e por suas atuações no cinema; e no dia 20, em Las Vegas, Nevada - Estados Unidos, de causas naturais aos 91 anos, o comediante, roteirista, produtor, diretor e cantor norte-americano Jerry Lewis.

Cada um em sua peculiaridade, atraiu a atenção e marcou seu espaço, deixou sua mensagem, sua garra, seu amor à vida.

Paulo Ricardo Campos Silvino (27.7.1939) era filho de pessoas do meio artístico - o comediante Silvério Silvino Neto e a pianista e professora Noêmia Campos Silvino. Cresceu sob as influências de ambos que o incentivaram na vida artística, como grande humorista e também com o dom musical, herdado de sua mãe; os bastidores da Rádio e do Teatro eram seu espaço. Foi casado com Diva Plácido com quem teve os filhos, Isabela, João Paulo e o ator e cantor Flávio Silvino. De suas várias atuações, muito se destacou interpretando personagens com bordões, como o do policial Fonseca, quando contracenava com Jô Soares,“Guenta, doutor, ele gueeeenta!”, e do porteiro Severino, no programa Zorra Total, com o “Cara, crachá! Cara, crachá!"; e no cinema, estreou em 1958 na comédia Sherlock de Araque.

Jerry Lewis, nome artístico de Joseph Levitch (16.3.1926), era filho da pianista Rachel Rae Levitch e do ator Daniel Levitch, artisticamente conhecido como Danny Lewis. Nosso consagrado Lewis primeiro foi casado com Patti Palmer, com ela teve seis filhos homens; depois, com SanDee Pitnick, e tiveram uma filha. Ainda aos cinco anos estreou como artista em Irvington, em Nova Jersey, prosseguindo na área do entretenimento até que conheceu Dean Martin, outro artista norte-americano de grande influência no século 20, no mundo da música,  cinema e na televisão. Juntos, Dean fazendo o correto, e Lewis, o palhaço, estrearam em 1946 o show “Martin e Lewis”, em Atlanti City, sendo a aparição dos dois no cinema, em 1949, em “My friend Irma”. Ao todo foram dezesseis filmes juntos, até que em 1956 o Rei da Comédia, como se destacava Lewis, passou à carreira solo, ele permanecendo na Paramount pelos dez anos seguintes; em seguida, foi contratado pela Columbia Pictures.

Lewis, um dos maiores comediantes de todo o mundo, foi grandemente conhecido pelos filmes, no gênero da comédia cinematográfica, com motivos de riso fácil, o dito humor “pastelão”. Neste estilo, consagraram-se também Charles Chaplin, “O Gordo e o Magro” e “Os três Patetas” e, entre nós, “Os Trapalhões”. Das comédias mais conhecidas de Jerry Lewis dentre outras, estão “Os malucos do ar”, 1952; nos anos seguintes, os filmes “Ou vai ou racha” e “Bancando a ama-seca”; e conquistando maior público, ainda, “O professor aloprado”e “Errado pra cachorro”, 1963. Neste último, Lewis é sempre lembrado com a magistral cena onde o vemos datilografando uma máquina de escrever que só existe nos planos da imaginação.

Seguiram-se os anos, e o artista que, outrora, com o amigo Dean Martin tanto se apresentara em casas de shows e programas de rádio, com quem teve aparições na televisão e nos filmes em que atuaram juntos, viu sua carreira declinar com histórias cinematográficas que atraíram pouca bilheteria; passou a professor universitário em Los Angeles, sendo um dos seus alunos Steven Spielberg. Em 1972, protagonizou e dirigiu “The Day the clown Cried”, filme sobre o drama do nazismo, mas que não chegou às telas, e Lewis mais tarde alegaria esse fato a não haver gostado do resultado final da película. De seus últimos trabalhos na tela, pudemos vê-lo como camareiro, com Leandro Hassum e Camila Morgado, “Até que a sorte nos separe 2”.

Genial astro da comédia, Jerry Lewis foi por diversas vezes indicado a premiações, e em várias delas alcançou, ao longo de décadas, o merecido reconhecimento, o que aconteceu também neste milênio, como em 2009, quando foi ganhador do “Jean Hersholt Humanitarian Award”, no 81º Academy Award, prestigiado pelos seus 50 anos de trabalho humanitário, o “Jerry Lewis MDA Telethon”, a partir do qual dava assistência a doentes vítimas de distrofia muscular, trabalho pelo qual foi indicado também ao Prêmio Nobel da Paz.

E quem sabe você esteja se lembrando da famosa Calçada da Fama: teria o ilustre Jerry Lewis sua homenagem também naquele relevante espaço de Hollywood? E de fato lá estão duas estrelas que o distinguem, e não poderia ser diferente, ator brilhante que ele foi e também um dos maiores diretores de todos os tempos: uma das estrelas se deve à sua atuação no cinema, e a outra, pelo que fez na televisão.

Agora, aos 91 anos de vida e no cumprimento de sua missão, vencidos todos os males que o deixaram com a saúde debilitada, durante anos, Jerry Lewis deixa-nos seu legado, e como muitos se manifestaram, nesses dias pelo seu passamento, será lembrado com saudade e respeito, pessoa querida e profissional aguerrido que foi.

 

Brasília, 23 de agosto de 2017.

Margarida Drumond é professora, jornalista e escritora de vários livros, dentre eles Dom Lara: vida de amor, testemunho de caridade, Em andamento, “Eu já nasci padre!”, sobre Padre Abdala Jorge, cuja pré-edição já se iniciou.

(61) 99252-5916 Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. www.margaridadrumond.vai.la

 

 

Paixão e competência: 4 dicas para o empreendedor ter sucesso no micro e pequeno empreendimento

São Paulo, agosto de 2017 – Muitas pessoas já devem ter escutado que “empreender por vocação” é o segredo para o sucesso. Este pensamento não está equivocado. Mas, para ter uma empresa bem-sucedida e vida longa nos negócios, não basta apenas gostar do que se faz, o empreendedor deve, antes de qualquer coisa, ter a coragem para repensar os caminhos que poderão levar o negócio a prosperar ou fracassar e equilibrar muito bem paixão e habilidade.

Em seu livro “Poder sem Limites”, de Anthony Robbins, escritor e palestrante internacional, que figura entre os grandes responsáveis pela propagação da Programação Neurolinguística – PNL, diz: “[...] Você conhece alguma pessoa que alcançou grande sucesso fazendo o que odeia? Pois então, uma das chaves do sucesso é fazer um casamento bem-sucedido entre o que se faz e o que se gosta”.

É necessário também escolher bem o segmento em que vai atuar, se planejar, ouvir os clientes e persistir na dura, porém prazerosa missão de empreender. “A pergunta que todo empreendedor deve-se fazer é: será que, após a abertura do meu próprio negócio, saberei transformar o empreendimento em sinônimo de sucesso? ”, questiona José Benício de Oliveira Neto, diretor executivo da ABSCM – Associação Brasileira das Sociedades de Microcrédito, que atua há mais de 40 anos no mercado financeiro.

O executivo enumerou as principais características do empresário de sucesso, e dá conselhos essenciais que podem ajudar o empreendedor, nato ou postulante, a ter um negócio de sucesso.  Confira.

 

Invista em um segmento com o qual você se identifique

 

Sabe aquela ideia de fazer o que se gosta, e que para muitos parece algo impossível? Pois é exatamente disso que estamos falando. Além disso, quanto mais você se identifica com a atividade e a área na qual escolheu atuar, maior a sua motivação para investir o seu tempo em aprender tudo o que puder, aperfeiçoando o seu desempenho e aprimorando constantemente o desenvolvimento do próprio negócio. No caso de micro e pequenos empresários, que já possuem um empreendimento pelo qual não se sentem pessoalmente “atraídos”, mas no qual vislumbraram uma ótima oportunidade, a dica também se aplica. Afinal, embora o investimento possa não corresponder àquilo que se gosta, sempre é tempo de aprender a gostar daquilo que se faz, não é mesmo?

 

 

Planeje-se o máximo que puder

 

Sim, “planejar” não somente à iniciativa, mas à administração do negócio como um todo. Desta forma, é essencial organizar os recursos humanos, materiais e financeiros de modo a garantir, tanto quanto possível, que o micro ou pequeno empreendimento seja tocado com tranquilidade, incluindo-se aí a antecipação de imprevistos.             Portanto, lembre-se de que pensar a curto/médio/longo prazo, definir metas, avaliar as alternativas possíveis, monitorar resultados e rever procedimentos são tarefas que impactam diretamente no sucesso do seu micro ou pequeno negócio.

 

Ouça os seus clientes

 

Mais do que simplesmente disponibilizar produtos e/ou serviços, qualquer negócio é feito prioritariamente para alcançar pessoas. Assim, é preciso não perder de vista que os produtos e/ou serviços são os meios, e não um fim em si mesmo. Por essa razão, a qualidade do atendimento ao cliente deve estar entre os principais cuidados do micro ou pequeno empreendedor. Conversar com ele, ouvir a sua opinião, considerar o seu feedback (ainda quando este não seja tão positivo) são ações fundamentais para que você identifique o que deve ou não ser preservado e/ou melhorado na sua atuação.

 

Persista

 

Persistência sim, teimosia não. Dizendo de outro modo: é necessário que o micro ou pequeno empresário saiba distinguir um comportamento de outro. Afinal, não desistir diante de quaisquer dificuldades (ou diante de desafios naturais ao processo) é diferente de insistir. Por exemplo, continuar ofertando um produto e/ou um serviço que não tem aceitação do público.

Seguindo essas regrinhas e fazendo o que gosta, seu negócio pode ter vida longa.

 

Acesse: http://www.abscm.com.br / https://www.facebook.com/abscmbrasil/?fref=ts / https://www.linkedin.com/company-beta/16198387

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